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 Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA

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Arkano
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MensagemAssunto: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Qua Jun 18, 2008 10:29 am

EPISÓDIO 1 - SURPRESA NA CAVERNA

- Você REALMENTE sabe o que está fazendo?

A pergunta era feita quase em tom de súplica. Partira de um jovem de aparência absolutamente normal, não fosse o temor de que algo desse errado obviamente estampado no rosto.

Justinian Von Shumer era o tipo de pessoa em quem você não presta atenção alguma. Um jovem, como já foi dito, absolutamente normal, com estatura e peso apenas adequados, físico de acordo com a falta de exercícios regulares - enfim, um rapaz para quem você olharia pelo mais puro acaso. Claro que, por baixo disso, se escondiam cabelos curtos, bem clarinhos, quase brancos, pele clara e olhos em um tom escuro contrastante, mas tudo acabava se tornando detalhe diante da indiferença que o mundo demonstrava pelo rapaz.

Entretanto, Justinian possuía um detalhe que, algumas vezes, o destacava dos demais. Justinian era um Alquimista. O dom de perceber as intrincadas linhas que delimitam a vida, de compreender seus padrões e moldar suas formas surgia na mente de poucos, que eram treinados na Escola Alquímica de Al De Baran antes de ganhar o mundo com suas poções e pergaminhos.

Naquele instante, porém, Justinian ganhava não o mundo, mas o prelúdio de uma grande dor de cabeça......

- Claro que sei, Just. Relaxe.

O Alquimista não ficou mais aliviado com a resposta. Já a escutara antes, e sabia bem que quando seu primo dizia que podia relaxar, só o conseguiria fazer depois de correr - e para longe.

Sague Von Shumer não era muito inclinado a ter uma vida tranqüila. Vinha de um ramo mais pobre da numerosa família Von Shumer, e tendo sido criado em meio às vielas e à poeira da esquecida cidade de Morroc, acostumou-se desde cedo a problemas, encrencas e complicações, aprendendo inclusive a atraí-los como poucos conseguiriam. Era um gatuno de rosto vívido, cabelos claros se sobressaíam ante à pele morena, cor obtida devido ao sol constante do Deserto Sograt. O físico era um pouco mais forte do que o do primo, mas nada muito acima do esperado de um rapaz que teve que aprender a se virar sozinho desde cedo.

- É que existem meios mais fáceis de conseguir as ervas de que preciso, Sague. E mais seguros também. Pelo menos não nos matam.
- Sim, mas você precisa de muitas ervas, não? O pedido tinha muitos zeros antes do Z, não tinha? Então pronto. Os Pés-Grandes são atraídos pelo cheiro das ervas brancas, suas tocas são cheias delas. Em um instante entramos, e saímos com mais ervas do que poderemos carregar!

Os Pés-Grandes eram na verdade grandes ursos de pêlo marrom que viviam nas florestas próximas à cidade de Alberta. Tinham esse nome pelo óbvio motivo de possuírem patas longas, cujo couro era usado para forrar sapatos e aquecedores de orelhas. Eram criaturas até dóceis, desde que aventureiros não entrassem em suas tocas - ou eles poderiam usar suas carnes para forrar os próprios estômagos.

Justinian e Sague estavam nas florestas que separavam as cidades de Alberta e Payon. A primeira era uma grande cidade costeira, cuja importância para o continente era vital. Por fazer ligação com ilhas como Ayothaya, Kunlun e Louyang, Alberta era porta de entrada e saída de rotas comerciais que se estendiam até a distante República de Schwartzwald. Já Payon era lar de tradições milenares, um lugar onde misticismo exalava de cada árvore. Contos sobre uma "antiga Payon" pairavam, escondida nas profundezas de uma caverna nos limites da cidade. A Família Imperial sustentava tais boatos, mais para atrair turistas do que por serem reais, e assim os segredos permaneciam dentro das mentes dos visitantes, fazendo seus zenys permanecerem fora das carteiras.

Naquele instante, Sague pensava nos zenys que poderia dividir com o primo. O alquimista havia recebido uma grande encomenda de poções brancas - remédios feitos com ervas que curavam feridas, aliviavam dores e, em alguns casos, eram fermentadas para se tornar uma excelente bebida alcoólica cuja principal vantagem era curar a embriaguez que ela mesma causava. Justinian estranhou o pedido. Não era um alquimista conhecido, fazia suas poções mais para as pessoas que moravam próximas. Um pedido tão grande poderia ter sido feito a alquimistas mais famosos e confiáveis. Talvez seus preços tivessem atraído o cliente... em todo caso, Sague estava lá para impedir que Just recusasse o pedido. Afinal, não é sempre que se vê tanto zeros em um pedido de simples poções brancas.

Sague e Justinian se aproximavam de uma caverna. Uma larga entrada se abria em uma encosta. Musgo se acumulava na pedra, e grandes pegadas evidenciavam que ali era moradia de Pés-Grandes. A imagem de sua carne forrando o estômago de um deles atravessou a mente de Justinian como uma flecha.

Era comum o primo colocá-lo em problemas. Certa vez, Sague deveria fazer duas entregas em locais diferentes, a de uma poção do amor para um amante apaixonado; e um vidro de remédio de estômago para um comerciante que morava perto. A memória de Sague, entretanto, não foi suficiente pra tanta informação, e se esvaiu no caminho. Esquecido de qual frasco ia para qual cliente, o gatuno resolveu arriscar - afinal, eram 50% de chance de acerto. Infelizmente, os clientes se encontravam dentro da margem de erro, e Justinian precisou arcar com as reclamações da esposa de um comerciante que havia se apaixonado por sua privada, e de um amante apaixonado que, digamos, passou por um momento muito constrangedor que acabou com suas chances de conquista... e que lhe custou um novo par de calças também.

Justinian às vezes se perguntava o que havia feito para que sua tia mandasse Sague para morar com ele. O rapaz chegou em Alberta apenas um mês depois de Justinian se formar como Alquimista, carregando consigo uma carta que dizia:

"Justinian, meu querido sobrinho. Soube que se formou. Sua mãe ficaria orgulhosa. Agora que é um homem e pode cuidar de si, por favor, cuide de meu filho, e ensine-o a ser um pouco como você. Beijos de sua tia."

Os pais de Justinian haviam sido ajudados no passado pela mãe de Sague, em diversos momentos, Agora, era a hora de retribuir o favor, e Justinian adoraria saber o que a tia havia feito que custasse tanto para retribuir.

Com um longo suspiro, Justinian voltou à realidade, encarando a bocarra aberta na encosta, mas a imagem dos dentes de um Pé-Grande o fez querer que a realidade fosse, naquele momento, no aconchego de seu laboratório em Alberta.

- Vamos, Just. Não ouço sons lá dentro, não devem estar aí.
- O que me faz imaginar o que aconteceria se eles voltassem e ainda estivéssemos lá dentro.
- Seremos rápidos. Entramos, pegamos as ervas e saímos. Eles nunca saberão que estivemos aqui.
- Adoraria ter sua certeza.

A escuridão dominou os sentidos dos primos enquanto adentravam a caverna. Muito pouca luz chegava a atravessar a entrada devido à densa floresta do lado de fora, e antes que notassem, enxergavam apenas uma gigantesca mancha negra à sua volta. A caverna, vista de fora, parecia ser longa, perfeita para que animais selvagens abrigassem a si e seus filhotes sem riscos de que predadores naturais os atacassem. Também era perfeita para atrair aventureiros incautos o suficiente para entrar ali sozinhos, sem meios de enxergar no escuro - ao contrário dos Pés-Grandes, que podiam ver perfeitamente mesmo no mais completo breu. Os primos, desempenhando muito bem seus papéis de aventureiros incautos, seguiam adiante, e alcançavam já o meio da caverna.

- Está sentindo o cheiro das ervas brancas, Just? Eu disse que acharíamos um monte aqui.
- O único cheiro que quero sentir é o da minha casa, Sague. Já entramos fundo demais nessa caverna, e eu quero muito voltar, vivo de preferência.
- Agora que estamos aqui, primo? Estamos perto das ervas, é só seguir um pouco mais! O problema é que aqui é muito escuro, não esperava por isso...
- Não esperava? E você esperava o quê, então? Que os Pés-Grandes possuíssem alguma avançada fonte mágica de iluminação que de repente....

De repente, com um som parecido com o de um sopro dado próximo das orelhas, uma chama iluminada surgiu a alguns metros dos dois primos, criando luz na caverna que antes não permitia visão alguma, revelando um chão liso, paredes com musgo em quase toda a extensão, e espantando um grupo de morcegos que ali dormia e que, em sua fuga, envolveu os dois primos. Estes encontraram-se atordoados pela luminosidade repentina, e ainda tentavam acostumar-se a enxergar na luz.

- Bem avançados esses Pés-Grandes na minha opinião.
- Muito engraçado, Sague. De onde veio isso? - Justinian apertava os olhos, mas já se habituara com a nova fonte de luz - Ali, Sague, tem uma virada.. essa luz parece ter vindo de lá. Vamos.
- Err... acha mesmo que devemos?
- A idéia de entrar aqui foi sua, em primeiro lugar. - o alquimista já se dirigia para a curva no caminho da caverna, sem desviar a atenção do primo. - Além disso, quero saber quem ou o que.... hmm?

Justinian sentiu que havia dado um encontrão em alguém.... ou algo. Levou alguns segundos para que sua mente digerisse o fato de que a fonte de luz, fosse ela o que fosse, estava ali, com todas as suas prováveis presas e garras a poucos centímetros dele. Lentamente, Justinian foi virando a cabeça de olhos fechados. A luz rodopiante continuava a fazer suas voltas e, quando o alquimista terminou de virar, abriu os olhos... para não ver nada à sua frente, a não ser a órbita brilhante. Foi quando uma voz, vinda mais de baixo, disse, em um tom absurdamente humano:

- Oi!
- AHHHH!

Imagine-se andando de costas, descendo uma ladeira e, de repente, tropeçando em uma pedra no chão. Foi mais ou menos esse o movimento de Justinian, acompanhado do "AHHHH!" característico de alguém que não esperava por aquilo. Imagine também que logo atrás de você vinha andando outra pessoa. Foi assim que Sague se sentiu, ao receber 70 quilos de alquimista sendo jogados em seu colo. Os dois caíram sentados no chão de pedra fria, em uma cena que ambos, mais tarde, agradeceriam aos deuses por ter acontecido em uma caverna abandonada, e não no meio de Alberta.

Olhando para a frente, finalmente Justinian viu o dono daquela luz rodopiante, e para sua surpresa e alívio, ele não possuía presas e garras. Era um garoto bem novinho, branco, olhos azuis, cabelos curtos, lisos e pretos. Vestia roupas típicas de aventureiros iniciantes e incautos, e não devia ter mais que 17, 18 anos. Segurava um broche avermelhado que emitia uma fraca luminosidade, e na outra mão, uma adaga pequena que, talvez, mal cortasse um pão se não estivesse fresco. Vendo o alquimista no chão, imóvel, o jovem logo se desculpou e se apresentou.

- Pelos Deuses! Me desculpem! Assustei vocês?
- Imagine! Não existe coisa mais comum que encontrar crianças e luzes estranhas em cavernas de ursos. - Justinian se levantou, limpando o manto.
- Qual o seu... ai! ... nome, garoto? - Sague se levantou, alisando o próprio traseiro, que doía após ter amortecido forçadamente a queda do primo.
- Matthew, aprendiz de noviço da Igreja de Prontera. Muito prazer em conhecê-los! - o jovem esticou a mão e abriu um sorriso para Justinian, que aproveitou para confirmar a não existência de presas ali.
- E o que um aprendiz de noviço faz nessa caverna? Prontera fica muito longe daqui!
- Estou visitando Alberta junto de meu mentor. Ele veio à cidade por que tinha algo a resolver, e me deu essa ordem - e agora, Matthew falava em tom orgulhoso, engrossando a voz - "enfrentar os perigos de uma caverna cheia de feras terríveis em nome dos Deuses"!
- Seu mentor deve realmente gostar muito de você para lhe dar uma missão tão.. er... importante.
- Ah, sim. Meu mentor é um homem muito justo, bom e generoso. Espero que você o conheça um dia.
- Sim, sim, claro.... hmm.. Sague, o que está fazendo? - fazia algum tempo que Sague não falava nada, e Justinian notou que o primo estava abaixado junto à uma parede.
- Ervas brancas, primo, um monte delas! Já tem mais do que o suficiente para fazer as poções!
- Que bom! Podemos sair daqui agora? Ficar nesta caverna já me deu mais surpresas desagradáveis do que o que costumo ter por dia.
- Er.... acho que vai ser um pouco difícil sair, senhor alquimista... - Matthew fraquejava a voz.
- Não me chame de "senhor alquimista". E porque vai ser difícil sair?
- Bem... - Matthew olhava para um ponto atrás do alquimista - Lembra da minha missão? "enfrentar os perigos de uma caverna cheia de feras terríveis?"
- Sim, lembro. O que tem ela?
- Ele acabou de achar as feras terríveis, primo.

(continua no próximo post)
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MensagemAssunto: EPISÓDIO 01 - SURPRESA NA CAVERNA (parte 2)   Qua Jun 18, 2008 10:30 am

Um forte rugido ecoou na caverna, vindo de trás de Justinian que, logo em seguida, viu um borrão passar bem rápido por ele, identificando-o como sendo o primo. Incapaz de se virar, Justinian soube, instintivamente, que todas as presas e garras que imaginara até então finalmente haviam aparecido.

- Primo, corre! PÉS-GRANDES! - o aviso do primo e mais um rugido foram suficientes para dar partida nas pernas de Just, que seguiu em disparada, com Sague e Matthew, caverna adentro.

Rune Midgard não possui nossas formas avançadas de medição de tempo, portanto nunca saberemos a velocidade máxima na qual um alquimista ou um gatuno podem correr, mas acreditamos que Justinian e Sague tenham alcançado duas ou três vezes esse valor. Como Just temia, os Pés-Grandes haviam voltado, e não estavam felizes com seus hóspedes. Agora, os primos e o aprendiz rumavam cada vez mais fundo na caverna, sem ter como contornar. Escondidos atrás de algumas rochas mais altas, os três ponderavam rapidamente a situação.

- Vamos virar almoço de urso, vamos virar almoço de urso.... - Justinian parecia preso à idéia de estar em breve forrando o estômago de um dos bichões.
- Não, não vamos. Matthew, me empreste seu broche.Era dele que vinha aquela luz, não é?
- Sim, mas não posso dá-lo dessa forma! Foi um presente importante que...
- Não importa, vou devolvê-lo depois - Sague entregou as ervas para o primo, e juntava algumas pedras nas mãos. - São apenas dois ursos, podemos sair.
- Como?
- Quando eu contar três, comecem a correr de volta para a saída. Preparados? Um..... dois....

Antes do "três", Sague arremessou o broche entre os dois Pés-Grandes, e a pequena peça vermelha disparou sua luz intensa. Os ursos, mesmo enxergando bem no escuro, não esperavam o clarão repentino, que os atordoou por alguns segundos.

- TRÊS!

E mais uma vez Justinian quebrava seu recorde de velocidade, sendo seguido de perto por Matthew. Com a disparada dos dois, Sague começou a arremessar as pedras nas cabeças dos Pés-Grandes, que não conseguiam achar seu atacante por estarem ainda atordoados pelo clarão do broche. Uma das pedras acertou em cheio o olho direito de um dos ursos, que fugiu para o fundo da caverna, passando bem perto de Sague. Com o caminho livre, o gatuno também saiu de seu esconderijo, jogando mais algumas pedras no pé-grande que restara, afastando-o do broche. Após pegar a jóia, Sague seguiu os companheiros para a saída da caverna.

Justinian só pararia de correr a alguns bons metros da caverna, desequilibrando-se e caindo em meio a folhas e galhos, espalhando suas ervas e arranhando um pouco os braços. Matthew veio logo atrás, e olhava para a boca da caverna. Alguns segundos de espera lhe permitiram ver Sague surgindo na escuridão parando próximo dos outros dois fugitivos. Ao abrir os olhos, Justinian viu uma planta, bem perto dele, com belas folhas brancas, muito semelhantes às ervas que Matthew agora recolhia.

- ERVAS BRANCAS, SAGUE! Mais fáceis! Não nos matam!
- Calma, primo! Conseguimos muitas ervas! E estamos vivos, não é?
- Graças a seu plano, senhor Sague, que....
- NÃO AGRADEÇA A ELE, nem teríamos entrado ali se não fosse a insistência dele! Você ainda nos mata, Sague, escute bem....
- Pelo menos não foi hoje. Podemos agora voltar para Alberta, fazer suas poções e receber aquele zeny todo.
- Vocês vão para Alberta? Me levem junto! Preciso me encontrar com meu mentor!
- Desde que você fique com ele quando o encontrar.
- Não fale assim, Just. Nossa aventura foi legal. Até fizemos um novo amigo na caverna!
- Os pés-grandes não pareciam querer amizades.
- Pare de ver o lado ruim de tudo! Aqui, Matthew, seu broche.
- Obrigado, senhor Sague. É muito importante para mim. Com certeza, o senhor alquimista, se olhar com atenção, vai notar que....
- NÃO ME CHAME de "Senhor Alquimista". E chega de conversa, vamos logo para Alberta. Por hoje minha cota de florestas, cavernas e ursos gigantes já está preenchida.

E os dois primos saíram dos arredores da caverna, rumando para a cidade de Alberta, levando consigo um pequeno aprendiz de noviço chamado Matthew.

Isso, e algo que, mais outra vez, salvaria suas vidas.

Citação :
NOTAS DO AUTOR #01: Olá a todos e obrigado por estarem lendo minhas fics! Esta é a primeira delas - por isso o "Livro 1" -, que contarão as aventuras ensandecidas dos Von Shumer, a mais imprevisível família de Rune Midgard. Todos os Von Shumer realmente existem, como o Justinian (meu Alquimista Pure Potter) e o Sague (um arruaceiro de um amigo). Espero que curtam bastante!
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Qua Jun 18, 2008 5:41 pm

Muito boa, parabéns! só que fiquei com uma duvida:
pés grandes não são passivos? O_O... enfim, ocntinua pq ta muito boa Smile
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Qua Jun 18, 2008 7:21 pm

Hey Arcano, bem vindo ao fórum primeiramente
(Porque ninguém mais faz tópicos de boas vindas? >_>)

Ótima fic, só acho que você repetiu a frase: "Revestindo/Forrando o estômago [insira resto aqui]" muitas vezes... Mas isso é bobeira minha >_>


Continua ae, e por favor, não faça como certos Arquimagos/Sou Linkers/Caçadoras/Etecéteras que abandonam a fic.... Inclusive Templários ò_ó (Não sou mais Templário mesmo /mal)



Hit:" Eram criaturas até dóceis, desde que aventureiros não entrassem em suas tocas"

Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Seg Jun 23, 2008 9:40 am

EPISÓDIO 02 - COMEÇA UMA LONGA VIAGEM

- ...e então, meu mentor ficou muito surpreso. Não é qualquer um que volta vivo dos níveis abaixo do mar da caverna da Ilha Byalan, mas EU voltei. Pena meu mentor achar que não havia sido um teste satisfatório... por isso não me promoveu a Noviço... Já falei a vocês sobre quando visitamos Geffen, e tive que...
- "Ir até as profundezas da Torre da Magia...” Só na última meia hora você nos contou isso quatro vezes.

Justinian escutou muito mais que isso na última meia hora. Como Matthew sobreviveu às tribos Wootans de Umbala, sua fuga das garras de Yakuzas na Praia Kokomo, o enxame de Chon Chons e a Libélula selvagem do Deserto Sograt, o dia em que o aprendiz precisou atravessar o Monte Mjolnir a pé, indo de Prontera até Al De Baran... Cada um dos testes aos quais Matthew fora submetido por seu mentor. Just não podia evitar imaginar que, se não fosse um Sacerdote, esse mentor daria um excelente carrasco.

Após saírem da caverna, o trio seguiu de volta à viva cidade de Alberta. Sague carregava uma pesada sacola, repleta com folhas esbranquiçadas ("Você colocou nossas vidas em risco, então você carrega a bolsa" disse Justinian), vindo um pouco atrás de Just e Matthew. As muralhas da cidade já se faziam ver, e os sons das ruas evidenciavam a vida que ali existia. Os primos e o aprendiz atravessaram as grades azuis do portão de entrada, e o cheiro de maresia encheu seus pulmões. Passaram pelos guardas do portão, alinhados um de cada lado e de frente para o outro na entrada, imóveis. Passaram também por uma garota bonita com um vestido de saia rodada, que a deixava semelhante a uma empregada. Era uma funcionária da Corporação Kafra, uma grande mega-corporação que possuía, como principal serviço, o armazenamento de pertences pessoais. Usando de transportadores mágicos, qualquer pessoa poderia, mediante uma quantia simbólica, guardar qualquer pertence nos gigantescos Armazéns Kafra.Vale notar que ninguém sabia exatamente onde ficavam estes Armazéns - nem o que seria feito se alguma coisa ruim acontecesse lá.

- É aqui que nos separamos, garoto. Vou para meu laboratório, tenho trabalho a fazer.
- Sim, e eu preciso encontrar meu mentor. Tomara que desta vez ele me promova a Noviço.
- Também torço por isso. Agora some, ok? - a evidente indiferença a respeito do futuro do aprendiz exalava de Justinian, mas Matthew não notou isso.
- Foi muito bom estar com vocês, espero que nos vejamos de novo em breve!
- Já eu penso o contrário. Você não tinha que procurar seu mentor?
- Sim, sim. Até um dia!

Assim, Matthew seguiu o rumo de uma das estalagens de Alberta. Seu mentor devia estar hospedado lá. Just e Sague pegaram o caminho oposto, em direção da casa do alquimista. Com as ervas em mãos, começariam os trabalhos de criação de poções.

Criar poções não é tarefa fácil, mesmo para alquimistas veteranos. Existem exigências, como ter certa inteligência, alguma destreza manual, e porque não dizer, um pouquinho de sorte para que as misturas saiam no ponto exato. Os materiais usados para isso, garrafas de poção, vasilhas para fazer misturas, entre outros, precisam ser comprados na Guilda dos Alquimistas em Al De Baran. Justinian ainda guardava os livros que comprara quando se formou, os Manuais de Criação, que ensinavam fórmulas especiais para que alquimistas produzissem de tudo - de tônicos capilares a venenos, passando por poções curativas, perfumes e até vidros com plantas que cresciam mais rápido. Sague, certa vez, ajudou o primo no preparo de um destes frascos, que deveria resultar em uma bela planta para uma senhora vizinha, mas um pequeno exagero na dose de um dos ingredientes fez a experiência crescer vinte vezes o tamanho normal, o que só não destruiu a casa da pobre senhora devido à intervenção da guarda da cidade.

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Já fazia várias horas que os primos estavam em casa. O dia já havia terminado e a noite ia alta em Rune Midgard. Justinian terminara de preparar as quinhentas poções brancas que seu cliente havia pedido, e dois homens já haviam batido à porta para pegar o pedido. Disseram que seu chefe apareceria mais tarde para o pagamento, e que as poções precisavam embarcar no próximo navio para Izlude. Justinian aceitou, e agora aguardava seu cliente aparecer.

Sague, por sua vez, aproveitava o fresco ar com cheiro de oceano da Marina de Alberta. Durante o dia aquele lugar era muito mais movimentado, com barcos chegando e saindo a todo instante, trazendo e levando turistas e mercadorias, além de várias barracas de venda de frutos do mar e iguarias vindas das ilhas. Agora à noite, tudo estava mais calmo, e o som das ondas ia, aos poucos, adormecendo o jovem gatuno. Sague passara a última hora em um bar, bebendo algumas canecas de vinho, pensando nos zenys da entrega que o primo faria (e já deixando estas mesmas canecas para serem pagas depois que conseguisse o dinheiro). Obviamente não era nenhuma fortuna, mas era uma boa quantia a ser paga pelas poções, e o gatuno não pretendia deixar o primo desperdiçá-la com vasilhas e garrafas. Alguma boa comida e bebida, pra começar, já fariam a felicidade de Sague, que foi se esvaindo com estes pensamentos até finalmente cair no sono.

O primo de Justinian adormeceu sem perceber que, bem perto dele, um interessado espectador o observava em seus devaneios monetários.

(continua)


Última edição por Arkano em Seg Jun 23, 2008 9:42 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: EPISÓDIO 2 - COMEÇA UMA LONGA VIAGEM (continuação)   Seg Jun 23, 2008 9:41 am

- MISERÁVEL! ORDINÁRIO! - a manhã de Alberta encontrou um descontrolado alquimista esbravejando maldições para os quatro cantos de seu laboratório. Até os raios de sol, ao atravessarem a janela do cômodo, pareciam ficar com medo de serem expulsos, tamanha a ira que Justinian demonstrava.

Ninguém havia aparecido na noite anterior para realizar o pagamento da entrega das poções. Just ficara até tarde acordado esperando, mas acabou por adormecer com a cara enfiada em uma vasilha de mistura - que pra sua sorte estava vazia, mas que fez um encaixe perfeito na cabeça do rapaz. Os segundos tentando tirá-la apenas serviram para enfurecer Justinian ainda mais. Ervas, garrafas, utensílios... Coisas utilizadas e que precisavam ser recompradas, mas sem o dinheiro da encomenda, Justinian ficava apenas com um grande furo em suas finanças. Ainda proferindo xingamentos (daquele tipo que não seria de bom tom reproduzir aqui), o exaltado rapaz só foi brevemente interrompido quando o som de batidas ecoou pela casa, vindo da porta da frente.

- Just? Sou eu, Sague! Olha, você não vai acreditar quan...
- EU JÁ NÃO ACREDITO, SAGUE! Fomos enganados! Surrupiados! E eu fui ingênuo!
- Er... Just, olhe, é que...
- Agora fiquei sem ervas, sem garrafas... quantos materiais desperdiçados, para um qualquer aparecer e me engambelar! Isso não vai ficar assim! Assim que eu me lembrar o nome do sacripantas eu...
- Mas, veja, primo, olha, não é bem iss...
- Era algo parecido com Ag... Agui... Augi... - Just andava em círculos pelo laboratório, segurando o queixo.
- Primo, se me deixasse fal...
- SILÊNCIO, Sague, não vê que estou tentando lembrar o nome do espertalhão que nos fez aquela encomenda??? Vejamos, Afi... Agi... - neste momento, uma voz familiar completou os pensamentos de Justinian, vindo de algum ponto atrás de Sague:
- Não seria Álgifer?
- ISSO, exatamente! Álgifer! Disse que era de Prontera, o *****! Muito obrigado, garoto.
- Disponha, senhor alquimista.

Levou alguns segundos até que a consciência de Just aceitasse a presença, na sua frente, no seu laboratório, naquele exato momento, do aprendiz de noviço que havia encontrado na manhã anterior. Matthew, por sua vez, abriu seu longo e conhecido sorriso de "Seja-bem-vindo-posso-ajudá-lo?" que parecia nunca abandonar seu rosto.

- Mas... mas... mas... O que você está fazendo aqui em casa?
- Bom, já faz um tempo que moro aqui com você, primo, estranho não ter notado....
- Eu falei com o GAROTO!
- Ahn.
- Eu encontrei o senhor Sague no porto, senhor Justinian. E disse a ele que precisava muito vê-lo! Tem algo aqui do meu mentor que o senhor precisa ver... - Sague então entregou uma carta que pegara das mãos de Matthew para Justinian. O envelope avermelhado possuía um selo conhecido em todo o continente: o da Igreja de Prontera.

Rune-Midgard já fora um lugar muito diferente. Antes, os humanos eram governados por diversos deuses, cada um com seus próprios desejos, virtudes e fraquezas. Os interesses divergentes de cada deus os levaram a guerrear entre si, um momento único que não passou despercebido por outros seres, criaturas malignas que aproveitaram a fraqueza dos deuses para atacar. Essa grande guerra ficou conhecida como o Ragnarok, que significava "crepúsculo dos deuses" nas línguas antigas. Os deuses pereceram na guerra, deixando os humanos à mercê de sua própria sorte.

Foi nesse ambiente caótico que surgiu a Igreja de Prontera. Com suas promessas de redenção em troca de adoração a um único Deus, a Igreja rapidamente cresceu e se tornou a principal religião de Midgard. Sediada na Grande Catedral de Prontera, hoje a Igreja é respeitada e vista por todos como uma unidade de respeito, harmonia e união. Todos menos Justinian, que ao ler a carta do mentor de Matthew, só conseguia imaginar a palavra "calote" aparecendo em todas as escrituras que descrevessem a Igreja. A missiva, escrita com impecável caligrafia, dizia:

"Espero que esta carta o encontre bem, jovem alquimista. Sei que nosso combinado era de que o pagamento fosse feito na entrega das poções, mas por motivos alheios à minha vontade, precisei me retirar de Alberta e retornar para a Catedral de Prontera. Pedi que meus serviçais retirassem a carga e a embarcassem em meu navio. Deixei este aviso para que meu pupilo Matthew, o qual deixei em Alberta, pudesse entregá-lo a você.
Peço-lhe que não se sinta zangado, pois saiba que se pudesse, teria ficado e resolvido nossos negócios da forma como deveriam. Mas eu o convido, e sinta-se à vontade para tal, a vir até Prontera, para acertarmos minha dívida com você.
Minhas mais sinceras desculpas.
---Algifer Seleni, Sacerdote da Igreja de Prontera"


Alguns segundos do mais puro e calmo silêncio se fizeram presentes na sala, enquanto Just lia a carta. Mas esse silêncio foi enxotado da residência quando o alquimista levantou a cabeça para olhar o aprendiz de Noviço que sorria à sua frente, desconhecendo inocentemente os pensamentos de ódio e vingança que passavam na mente de seu anfitrião.

- Ir até PRONTERA? Porque não mandou o pagamento junto com a carta? Esse seu mentor não parece tão inteligente quanto você diz, garoto! E agora?
- Agora, primo, seria bom irmos em Prontera e exigir o pagamento. Só por ser Sacerdote não quer dizer que possa nos passar a perna.
- Bom, se isso ajudar, podemos ir até o porto e ver quando o próximo navio para a capital parte...
- Faremos isso, garoto, sua ajuda foi excelente, estamos com pressa, até mais, ok? - Just empurrava o aprendiz para a porta.
- Espere, eu vou com vocês no porto. Preciso voltar para Prontera também, esqueceu?
- Uhn... então vamos logo.... Odiaria ter que ficar com você a tira-colo por muito tempo.

=================================================================
- COMO ASSIM NÃO TEM NAVIO?!?!?!
- É o que estou tentando explicar, senhor. Lembra-se da tempestade que caiu a alguns dias? Ela avariou muito a maioria dos navios.. o único em boas condições partiu ontem. E não temos previsão exata de sua volta. - assim como Matthew na casa dos primos, o empregado do porto não tinha idéia dos sentimentos homicidas que preenchiam a mente de Justinian.
- Era só o que faltava. Sem ingredientes, sem pagamento, sem navio.....
- Isso é mesmo muito desagradável, senhor alquimista.
- ...e COM esse aprendiz enxerido.
- E agora, primo? Como faremos para encontrar o Sacerdote Álgifer? Ele foi para Prontera, e sem navios indo para Izlude...
- Sague, meu bom primo, só temos uma saída. Teremos que ir a pé até a capital.
- A pé? Mas Prontera fica a quilômetros daqui! Temos que passar pelas florestas de Alberta e Payon, depois atravessar parte do deserto Sograt...
- Melhor que ficar aqui esperando um navio o qual não sabemos quando vai voltar. Vamos para casa, arrumar nossas coisas. Estamos partindo para Prontera. - e saíram os dois, de volta para o laboratório, onde se preparariam para a viagem.

Mais tarde em casa, Justinian se lembrava das últimas vezes que havia estado em Prontera. A nova capital do reino fora escolhida havia séculos, depois que Glast Heim, a gigantesca abadia ao oeste, e antiga capital, fora dominada por forças das trevas. Hoje em dia, a abadia era um lugar profano e abandonado, e o Rei Tristan III declarara Prontera como nova capital. Isso impulsionou o crescimento colossal da cidade, que inclusive precisou construir, em seus arredores, uma cidade-satélite, Izlude que ficava na costa perto da capital. Assim, Prontera manteria contatos por terra e por mar. Na última ocasião, Justinian soubera de um grande encontro de mercadores organizado pelo Palácio Real, e foi até lá de navio. Lá chegando, conseguiu um excelente local nas ruas, onde todos poderiam vê-lo e à sua loja de poções e produtos diversos. Uma vez com tudo pronto, o alquimista resolveu fazer uma pesquisa de preços nas lojas concorrentes, deixando que Sague escrevesse e fixasse as plaquinhas de preços nos produtos. A loja foi um sucesso, pois Sague, além de ter uma letra muito bonita, esqueceu de vários zeros em quase todos os produtos, fazendo a loja de Justinian ser conhecida por ter os menores preços do festival inteiro. Quando Just voltou, absolutamente todos os produtos haviam sido vendidos - alguns por preços dez ou vinte vezes abaixo do normal. Justinian ficaria conhecido no evento como "O Alquimista da Pechincha" entre os consumidores, e como "Estraga Negócios" entre os outros mercadores.

- Tudo pronto Sague? Precisamos ir o quanto antes, não quero pensar no que vamos fazer sem o zeny desse pedido.
- Sim, primo, tudo ok. Podemos sair quando quiser.

Então, os primos saíram de casa, deixando tudo trancado e com uma pequena placa na porta, escrito "Não sei quando volto", um costume pessoal de Justinian quando precisava se ausentar do laboratório. Iam se aproximando dos portões de Alberta, quando uma pequena figura surgiu diante deles, carregando uma sacola que parecia ter o dobro do peso do rapaz.

- Senhor alquimista! Senhor Sague! Estava esperando vocês! Não podemos nos atrasar mais, Prontera fic...
- Só um instantinho, garoto. Onde VOCÊ acha que vai?
- Ora, para Prontera com vocês, claro. Preciso encontrar com Mentor Álgifer o quanto antes, para saber se poderei me tornar noviço.
- Mas claro que você não vai conosco! Já bastam os momentos na caverna ontem. Fique aqui como um bom menino e espere o barquinho voltar, ok?
- Mas Just... não sabemos onde encontrar o Sacerdote Álgifer... Prontera é gigantesca, e mesmo na Catedral não deixam que qualquer um fale com os superiores.... Ter Matthew conosco vai poupar muito trabalho!
- Ou nos dar muito mais do que esperamos. A resposta é não.
- Mas senhor alqu...
- JUSTINIAN!
- ...senhor Justinian... me levando com vocês, o Mentor Álgifer pode até recompensá-los por me levar em segurança de volta até a Catedral.. Pode inclusive dobrar o pagamento do pedido que fez..
- VOCÊ OUVIU O RAPAZ, JUST! Temos um novo amigo de viagem! Vamos, Matthew, venha comigo na frente, deixe que eu carregue sua mochila sim?
- Ah, obrigado, Senhor Sague!
- Mas.. mas.. mas.... uhn....

Prevendo o pior, Justinian não conseguia deixar de pensar que "Não sei SE volto" seria uma frase muito mais adequada para a plaquinha na sua porta.

Citação :
NOTAS DO AUTOR #02: Vocês devem ter notado que a Kafra não oferece o serviço de teleporte tão amplamente utilizado por nós no jogo. Preferi remover essa comodidade por um simples motivo: se Just e Sague pudessem simplesmente teleportar pra Prontera, 50% das situações cômicas que poderiam ocorrer na viagem seriam jogadas fora =) Então, acostumem-se: nas Histórias do Clã Von Shumer, as Kafras não teleportam.


Última edição por Arkano em Ter Jun 24, 2008 9:11 am, editado 1 vez(es) (Razão : Adicionar a Notas do Autor #02 xD)
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Seg Jun 23, 2008 1:50 pm

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Ri litruz com esse cap XD

Essa história me lembrou um pouco contos de um mercador (ou seria de um ferreiro? /hmmm) enfim, muito bom mesmo.

Só uma coisa... Meio 'imorrível' esse aprendiz, hein? O_o Tribo Wootan, Mjolnir, Byalan, Torre de Geffen...

Mas, está hilário esse capítulo. Só espero que apareça ao menos uma AD nessa viajem *-*
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twilight
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Seg Jun 23, 2008 4:48 pm

Arkmon bot o.o aparece do nada e começa a postar a fic(que eu já li ate o ponto que ele já escreveu se ele continuar a escrever =3) daqui a pouco ele some denovo deixando a fic aqui u.ú
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Devilish Angel
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Seg Jun 23, 2008 5:17 pm

Legal.
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Seg Jun 23, 2008 11:37 pm

twilight escreveu:
Arkmon bot o.o aparece do nada e começa a postar a fic(que eu já li ate o ponto que ele já escreveu se ele continuar a escrever =3) daqui a pouco ele some denovo deixando a fic aqui u.ú

Na verdade, Tuin-noob, eu JÁ TERMINEI a fic. E vou terminar de postá-la em todos os cantos onde comecei xD Inclusive, o Livro 2: A GAROTA QUE NÃO MORREU já está sendo produzido Smile
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Ter Jun 24, 2008 9:14 am

EPISÓDIO 03 - FLECHAS E PERGAMINHOS

As florestas que isolavam Alberta do resto do continente eram densas e perigosas. Sua flora possuía plantas das mais diversas, de flores perfumadas e frutos comestíveis a cogumelos venenosos e plantas carnívoras. A fauna contava com muito mais do que os inofensivos Lunáticos e Porings que costumavam surgir nos arredores da cidade. As árvores serviam de abrigo para vários tipos de predadores naturais perigosos, e dizia-se, inclusive, que um tigre gigante rondava pela floresta, mas ninguém jamais tivera coragem de verificar de tal história era verdadeira. De qualquer modo, as áreas mais profundas das florestas de Alberta e Payon não eram lugares nos quais papais, mamães e filhinhos devessem fazer seus piqueniques.

Os pensamentos de Justinian fizeram uma pequena pausa na parte do tigre gigante. O rapaz dedicou alguns segundos imaginando se haveria como escapar se tal criatura aparecesse - estavam no meio da floresta, e não seriam broches luminosos e pedradas que os ajudariam, se as histórias fossem verdadeiras. Apesar de seu instinto de pesquisador ter vontade de ver a tal pantera cara a cara, seu instinto de sobrevivência se sobressaía com louvor.

Sague parecia alheio ao fato de estarem muito longe de casa, no meio de uma floresta extremamente perigosa cheia de criaturas prontas para provar carne de gatuno. Ele andava tranqüilamente à frente do grupo, com Matthew seguindo-o logo atrás. Mantinham uma animada conversa, cujos assuntos não mudavam muito além de "zeny" e "quero ser noviço".

- Longe de casa, enfrentando os perigos dessa floresta, sem saber se chegaremos até Prontera... imagino o quanto falta para que aconteça algo.
- Ora primo, já estamos aqui andando a horas e nada aconteceu. Nenhum monstro, nenhum imprevisto... se continuar assim, chegamos no fim do dia em Payon.
- Isso, senhor Justinian. O senhor Sague está controlando muito bem a situação.
- Sague não consegue controlar um prato de sopa quente, quanto mais uma situação como a nossa.
- Muito obrigado por confiar tanto em mim, primo.
- "Sempre pronto a dizer a verdade", esse é meu lema.
- Erm.. os senhores ouviram algo? - um leve farfalhar soava pelas copas das árvores.
- É só o vento, garoto.
- Isso, Matthew. Deve ser só o vento. Ninguém além de nós seria burro o bastante para se aventurar no meio da floresta assim. - Just deu um olhar tão frio e seco para Sague, que se o gatuno tivesse notado, teria congelado no mesmo instante. Esse olhar, entretanto, não durou muito, pois novos sons, vindos do alto, demonstravam que ou o trio não estava sozinho, ou que o vento havia aprendido algum tipo de ventriloquismo.

Enquanto os primos e o aprendiz se juntavam em círculo, de costas uns pros outros, olhando para cima e procurando a fonte dos sons, uma flecha desceu por entre as folhas, enterrando sua ponta no chão, a poucos centímetros dos pés de Justinian. Logo vieram outras duas, próximo dos outros dois aventureiros.

- Q.. q.. quem está aí?
- Eu não me importaria se fossem embora sem que se apresentassem, Just.
- Sague, Justinian, vejam ali! - Matthew apontava para um local nas copas, onde uma mancha vermelha se sobressaía entre as folhas. Um olhar mais atento faria com que notassem que a mancha, na verdade, era um sapato avermelhado. Parecia que haviam achado seu arqueiro misterioso. Sague, lentamente, abaixou-se e pegou uma pedra, a qual arremessou com precisão absoluta. Ela bateu a alguns centímetros acima do sapato, fazendo seu dono se desequilibrar e cair ruidosamente entre os arbustos no chão.

- AHÁ! Minha impecável pontaria nos salva de novo!
- Porque não fico surpreso em saber que seu único talento é um ato de vandalismo?
- Você tem é inveja do resultado de meus treinos incessantes!
- Não, não tenho! Ainda mais que seus "treinos incessantes" me fizeram pagar o conserto de metade das vidraças da Guilda de Mercadores de Alberta!
- Poderíamos ter essa conversa depois, senhores? Nosso atacante misterioso está se levantando.

Deixando a amigável discussão familiar de lado, Just e Sague se aproximaram do local onde o sapato e seu dono caíram. Ambos, entretanto, ficaram boquiabertos ao ver, no lugar de um selvagem arqueiro, do tipo que vive nas florestas desde criança e que ataca quem entra em seu território, um jovem vestido com os conhecidos robes dos magos de Geffen... e ele aparentava ser o tipo de mago que NÃO deveria estar naquela floresta atacando a quem entrasse em seu território - ainda mais pelo fato de que ele parecia não possuir território algum.

- Awww minha cabeça! O que pensam que estão fazendo?
- Podemos lhe fazer a mesma pergunta. - Just se adiantava. - Por que atirou aquelas flechas em nós?
- EU? Por acaso está me vendo com algum arco ou flecha aqui, amigo?
- Então - Sague ajudava o mago a se levantar - se não era você, quem era?
- BRIS!!!! Você está bem?

Todos se voltara, para trás, procurando a nova voz ouvida na floresta. Encontraram uma jovem ruiva, de cabelo curto e olhos castanhos. A garota apontava um arco para Matthew, e mudou de alvo, escolhendo Justinian enquanto dizia em tom de ordem:

- Soltem meu amigo!
- Er.. bem.. calma, mocinha... - Justinian nuca teve muito jeito para falar com garotas, ainda mais quando elas empunhavam arcos preparados em sua direção.
- Não me chame de "mocinha"! E já disse, soltem meu amigo! Se não estão atrás de Eddga, vão embora!
- Eddga???

=================================================================
- Suzette era minha melhor amiga. Desde pequena brincávamos juntas. Sempre estivemos próximas uma da outra.

"Um dia, viemos juntas à floresta, e acabamos indo longe demais, Foi quando Eddga apareceu. O tigre gigante nos atacou, e levou Suzette. Tentei gritar... mas foi em vão. Desde então, treinei na Guilda de Arqueiros, esperando o momento de enfrentar a floresta novamente e desafiar Eddga. Ele vai devolver Suzette, ou não me chamo Sylvia!"

- Bom, eu acho que, depois de tanto tempo, essa pantera pedófila só vai te devolver o que restou da tal Suzette....
- Senhor Justinian! Que coisa horrível de se dizer!
- "A verdade é para ser ouvida, mesmo que seja doída" - Justinian fazia um ar de pouco caso, o qual parecia ter levado anos treinando para aperfeiçoar - E você, Bris? Era amigo dessa Suzette também?
- Não, não. Cheguei em Payon fazem umas duas semanas... vim aqui completar meus treinamentos. Foi quando conheci Sylvia e soube de sua história.
- E aí resolveu procurar um tigre gigante homicida para reencontrar alguém que nunca viu?
- Bem.. é que... sabe.. a Sylvia... eu.... - Bris quase sussurrava para Justinia, que apesar de nunca ter se apaixonado, entendeu perfeitamente o significado da cara de bobo que o mago fez ao dizer o nome da arqueira.
- Sei que é loucura, - disse Sylvia, interrompendo o flerte de Bris - mas eu preciso encontrar Suzette. Mesmo que já não exista mais...
- Muito comovente. - Just novamente demonstrava como era perito na arte de não se importar com nada que não fosse sua pele - Bom, temos que ir, Payon está logo ali, certo, Sague?.. Sague? Ah, não.

Sague estava de pé, a mão esquerda levantada perto do rosto e fechada, tremendo.Matthew, ao lado dele, fazia o mesmo gesto com a mão oposta, parecendo uma pequena miniatura do gatuno. Os olhos dos dois pareciam estar entorpecidos de lágrimas. De repente, Sague quebra seu silêncio, em um tom de profunda admiração, sendo intercalado em suas frases pelas declarações do Aprendiz:

- Jamais vi tanta dedicação a uma amizade! Mesmo depois de tanto tempo, ainda procura sua amiga!
- E alguém que mal chegou, mal a conheceu, já se propôs a ajudar!
- Que sentimento nobre! Que coragem!
- Mesmo sabendo que podem encontrar a morte mais violenta e dolorosa, não recuam nem se entregam!
- Ow, ow, ow, podem ir parando os dois!!!! - Justinian tentou impedir, mas a decisão óbvia chegou antes que pudesse fazer algo.
- Podem contar conosco! Iremos com vocês e encontraremos essa Suzette! Palavra de Sague Von Shumer!
- Isso! E Matthew, aprendiz de Noviço da Igreja de Prontera, irá com vocês!

Um silêncio se fez ouvir na floresta, enquanto Sague e Matthew esperavam uma reação de Justinia. Quando percebeu que era uma resposta SUA que esperavam, o alquimista se levantou, com ar decidido, apertou as alças de sua mochila e disse:

- Muito bem. Que seja então.
- Primo!!!
- Senhor Justinian!
- Uma pena que, enquanto eu estiver em Payon, vocês estarão no meio da floresta procurando um monstro gigante devorador de criancinhas. Mas não se preocupem, eu compro uma lembrança para vocês e entrego. SE vocês voltarem, claro. Até mais! Boa sorte!
- Primo Just! Como pode falar isso? Eles precisam de ajuda!
- E vocês dois precisam de cérebros novos! Eu não vou me embrenhar nesta floresta mais do que já estou por causa de nenhum desconhecido, ainda menos se um monstro assassino está palitando os dentes com ele.
- Senhor Justinian, o senhor não tem coração?
- Claro que tenho. É por isso que quero continuar com ele.
- Podem deixar, Sague, Matthew. Eu e Bris continuaremos nossa busca, certo, amigo? - Sylvia se voltou para Bris, que acenou afirmativamente de maneira enérgica, escondendo a frustração de ter sido chamado de amigo ("Amigo? SÓ amigo?")
- De forma alguma! Iremos com vocês! Matthew, deixe esse alquimista desalmado aí e vamos com eles. Vamos! Vamos!!!

Justinian permanecia calado, como se esperasse uma súbita mudança de planos, enquanto os quatro seguiam por um caminho lateral. Quando sumiram entre as árvores, o alquimista gritou:

- Isso mesmo! Me deixem aqui e vão atrás do monstro! E mandem lembranças minhas para a tal Suzette quando estiverem com ela dentro da barriga dele!!! - e, voltando-se para o lado contrário ao qual Sague e os outros foram, recomeçou sua ida em direção a Payon, resmungando. - Ora, onde já se viu, eu nem conheço esse Suzette, vou arriscar minha pele assim? Ainda mais nessa floresta perigosa... só mesmo meu primo e aquele garoto com cara de bobo...

"E ainda por cima, nem sabemos se esse tigre existe ou não."

Alguns metros acima, em uma encosta próxima, uma bela dama, cujo corpo, protegido por uma armadura prateada, ostentava no peito um brasão conhecido em todo o reino, dizia para si mesma:

- Não sabem... mas descobrirão em breve. Senhor Justinian Von Shumer.

E sorriu de leve, enquanto alisava nas mãos o que poderia ser um galho de árvore totalmente comum... não fosse pelo fato de que ele, algumas vezes, gotejava um líquido vermelho como sangue.

Citação :
NOTAS DO AUTOR #03: Parece que só tenho inspiração para escrever quando estou nos intervalos do trabalho ¬¬ Levei três semanas para escrever o Capítulo 5 por que fiquei em casa devido a problemas de saúde, e não escrevi UMA linha. Mas agora que a fic terminou, dá pra postar tranquilo.
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Ter Jun 24, 2008 12:33 pm

Citação :

Alguns metros acima, em uma encosta próxima, uma bela dama, cujo corpo, protegido por uma armadura prateada, ostentava no peito um brasão conhecido em todo o reino, dizia para si mesma

Se for da OD eu paro de ler a fic agora u_ú


No mais, bom como sempre... Mesmo tendo diálogos tão próximos é possível saber quem diz o que.

Agora, já que terminou toda o livro 1. Poste mais rápido *o*


Citação :

NOTAS DO AUTOR #03: Parece que só tenho inspiração para escrever quando estou nos intervalos do trabalho ¬¬ Levei três semanas para escrever o Capítulo 5 por que fiquei em casa devido a problemas de saúde, e não escrevi UMA linha. Mas agora que a fic terminou, dá pra postar tranquilo.

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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Ter Jun 24, 2008 8:55 pm

Citação :
Se for da OD eu paro de ler a fic agora u_ú
OD seria Ordem do Dragão? Se for, então, fique tranquilo, não é xD No próximo episódio vocês descobrirão.
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Ter Jun 24, 2008 9:17 pm

Arkano escreveu:
Citação :
Se for da OD eu paro de ler a fic agora u_ú
OD seria Ordem do Dragão? Se for, então, fique tranquilo, não é xD No próximo episódio vocês descobrirão.

trabalhe arkmon u.ú
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Ter Jun 24, 2008 9:19 pm

Twii-kun fruuder :/verg:

Sim, OD = Ordem do Dragão... É que toda fic que cita essa bendita guild, cita o viadinho do Leafar Smile
Dai fica mó baba-ovisse... Mas se não é, WOW Wonderful !!

Eu ando jogando muito GC >_<
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Qua Jun 25, 2008 7:47 pm

Hm ok,
achei muito legal muito engraçado essa fic ai :d
enfim muito divertida e que tem final (diiferente de certos templarios aspirantes de algozes por ai /indireta)
continua está tão legal.... tão legal *-* (se emossiona litruz)
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Qua Jun 25, 2008 9:32 pm

Yokan escreveu:
Sim, OD = Ordem do Dragão... É que toda fic que cita essa bendita guild, cita o viadinho do Leafar Smile
Dai fica mó baba-ovisse... Mas se não é, WOW Wonderful !!

Eu ando jogando muito GC >_<
LOL... é, Não tem Ordem do Dragão não. Conheço (não pessoalmente) o Leafar, e nada tenho contra ele, mas (sendo sincero a respeito de minha opinião), acho que existe MUITA baba-ovisse das pessoas pra ele e dele pra LUG. Sendo MAIS sincero, a partir do momento em que uma fic cita GMs do servidor, não merece mais ser lida.

Espero não ofender ninguém, mas é o que penso.
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Qui Jun 26, 2008 12:18 pm

Assino embaixo....



E sobre o Leafar, acredite, sorte sua não conhecê-lo pessoalmente >_>
Do canto mais profundo e sincero do meu coração... A OD ficaria mil vezes melhor sem o Leafar >_<

Mas eu fiquei curioso, qual outro brasão é tão conhecido em Ruim de Mindigar? Eniuai, chega de flood e vamos esperar o próximo capítulo
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Seg Jun 30, 2008 9:31 am

EPISÓDIO 04 - O ATAQUE DA TEMPLÁRIA

- Eddga é um grande tigre alaranjado, deve ter quase três metros de altura quando está de pé. Ele é muito forte, de acordo com o que dizem as lendas. Não posso saber o quanto, pois eu o vi muito rápido, mas mesmo assim, vou encontrá-lo. Suzette vai...
- Er... Sylvia?...
- O que foi, Bris?
- Eles não estão ouvindo você.

Sague e Matthew vinham a alguns metros atrás de Bris e Sylvia e, mais uma vez alheios ao fato de estarem em uma jornada suicida no meio da floresta, mantinham a mesma conversa animada e sem sentido que dois amigos embriagados teriam no Bar dos Solteiros da Ilha Jawaii.

- Imagine! O tigre-mostro lendário! Sua pele deve valer uma fortuna! Um casaco, chinelos... quem sabe um chapéu!
- Imagine! Enfrentar um monstro homicida para ajudar uma jovem a vingar sua amiga! Deve ser justamente o tipo de provação que falta para que o Sacerdote Álgifer me consagre Noviço!
- Aposto que esse Eddga valeria ainda mais enjaulado. Se bem que Prontera nem tem zoológico... Dizem que aquela cidade lááá longe, Light-sei-lá-mais-o-quê, tem uns laboratórios de pesquisas, eu poderia vender esse bicho para eles...
- Aposto que eu poderia até receber alguma medalha, uma indicação... quem sabe, até me permitam servir diretamente os sumo-sacerdotes da Igreja! Lorde Álgifer ficaria orgulhoso!
- Filhotes! Será que o mostro tem filhotes? Seria ótimo se tivesse. Domesticados, devem valer bem caro... Se eu puder pegar alguns ovos...
- Quem sabe eu consigo uma igreja minha e... "ovos"?? Senhor Sague, tigres não... - Matthew seria cortado em sua explicação por uma Sylvia deveras enfurecida.
- ESCUTEM AQUI VOCÊS DOIS! Não estamos aqui procurando redenção ou dinheiro! Minha melhor amiga foi levada por aquele monstro, e eu quero vingá-la. Então, parem de falar essas asneiras e vamos embora LOGO! - e, virando-se para Sague - E tigres NÃO PÕEM OVOS.

Ficaram os três rapazes parados, observando enquanto a arqueira saía, bufando e resmungando, para dentro da floresta. O mais impressionado era Bris, que nunca havia visto Sylvia daquele jeito - parte dele tinha ficado com medo, mas outra pensava "Nossa, que garota!". Matthew apenas olhava, e Sague comentou:

- Puxa... agora fiquei intrigado...
- Com os prováveis poderes de Eddga? Com a forte amizade da senhorita Sylvia? Com a fúria que ela mostrou agora?
- Não, Matthew...

E, depois de uma pausa, perguntou em um tom sério e interessado:

- Tigres REALMENTE não põem ovos?

=================================================================

Indo na direção oposta, Justinian cruzava a floresta. Seus pensamentos agora se dividiam entre a deliciosa comida com temperos exóticos de Payon, sua cama macia e aconchegante de Alberta, e o maldito Sacerdote caloteiro de Prontera. De vez em quando, porém, seus pensamentos eram cortados por flashes de Sague, Matthew, Bris e Sylvia. Via, em relances, os quatro perdidos na floresta, sedentos e com fome, enquanto na mochila do alquimista havia maçãs, batatas para serem assadas, dentre outras coisas.

Lembrava de Sague e suas trapalhadas, na convivência curta com o jovem Matthew, e na busca heróica dos dois amigos de Payon. Na sua mente, em meio à música atraente dos bares da cidade e ao recebimento do zeny que lhe deveria ter sido entregue dois dias atrás, apareciam imagens do tigre surgindo, ameaçador, golpeando, cortando, fazendo os quatro amigos de Justinian permanecerem para sempre na floresta escura e sombria.

Com este último pensamento, Justinian suspirou. Olhou para trás, para a trilha que seguira desde que abandonara seus companheiros à própria sorte. Abriu a mochila, e enquanto pegava uma maçã, pensou em Sague precisando de ajuda para fugir da morte. Deu uma mordida vigorosa na fruta e, mastigando, concluiu:

- É... ainda bem que escolhi certo.

E voltou ao seu caminho, pensando novamente na comida, na cama e no sacerdote.

=================================================================

- Fale a verdade. Você não tem a menor idéia de onde fica a toca do Eddga, não é?
- Claro que não! Eu era P-E-Q-U-E-N-A quando vi Eddga, e você acha que uma criança indefesa perseguiria uma pantera gigante e demoníaca?
- Porque não? Eu perseguiria.
-...

Aquela não era uma declaração corajosa de um rapaz tentando conquistar uma donzela, tampouco uma frase dita com desdém por alguém que não tem idéia do que realmente está falando. Era uma verdade pura, dita da maneira mais natural que podia existir, como se o objeto a ser perseguido fosse apenas um vendedor de sorvetes virando a esquina, e não uma criatura lendária assassina de crianças. Sague realmente seria capaz de perseguir Eddga quando era apenas uma criança indefesa.

Inclusive, ele fez algo parecido. Enquanto caminhava pelo Deserto Sograt, nos arredores de Morroc, Sague, então com seus 11, 12 anos, viu um pequenino cãozinho, latindo para um assustado Picky (uma espécie de pintinho, filhote de Condor). Ao ver o menino, o cãozinho começou a fugir (aliás, a mesma decisão do Picky, mas para o lado contrário). Sague logo se embrenhou no deserto, correndo atrás do filhotinho de pêlo marrom. Quando percebeu, Sague estava no meio do deserto, rodeado de parentes do cãozinho, que na verdade era um filhote de Lobos do Deserto, espécie violenta que ataca em bandos com garras e presas muito afiadas - muitas delas, inclusive, estavam à mostra naquele momento. Sague correu até subir em uma palmeira, onde permaneceu cercado de lobos por horas. Ao cair da noite, os lobos, entediados, foram embora, deixando livre o caminho para Sague descer e voltar à cidade.

Sim, eu sei. Lobos do Deserto não são exatamente o mesmo que Eddga, o lendário tigre demônio que habita a floresta, sedento de sangue, devorando viajantes e matando inocentes. Mas para uma criança de 11 anos não tem muita diferença. Só as presas que são maiores.

- Estamos andando em círculos, Sylvia. Sem sinal algum do Eddga. - Bris parecia o único sensato do grupo, tirando a parte dele que imaginava, lá no seu íntimo, como seria excitante ver Sylvia entregue à luta fantástica contra o monstro.
- É verdade - Matthew comentou - Vamos voltar e, pelo menos, nos reunir com o senhor Justinian.. De repente, ele encontrou alguma pista do monstro e...

Matthew, que sempre era interrompido em suas frases por acontecimentos em sua maioria desagradáveis, e que parecia começar a se acostumar com aquilo, não concluiu seu raciocínio. Um gigantesco rugido, vindo da direção pela qual o grupo havia partido inicialmente, ecoou pela floresta, assustando alguns Lunáticos que passavam perto do grupo.

- É ELE! Eu reconheceria o rugido dele mesmo se estivesse surda! É Eddga! - Sylvia já empunhava o arco e corria de volta pela mata.
- Sylvia!!! Espere por nós! - Bris gritou, seu íntimo vibrando com a possibilidade de ajudar a arqueira e ver a excitante luta que tanto aguardava
- Garoto - Sague disse, enquanto puxava Matthew pelo braço - Continue prevendo as coisas assim e você vai passear pelas casas de apostas de Comodo comigo!

=================================================================

Cantarolando por entre os lábios, Justinian caminhava pelas árvores, alheio à jovem que o seguia lentamente. Sua armadura não permitia movimentos bruscos sem que fizesse barulho, por isso ela andava com cuidado. Não era um problema muito grande, pois o alquimista também caminhava sem pressa, divagando em seus desejos de boa comida e cama quentinha.

Era uma garota bonita. Suas feições eram calmas, sobrancelhas finas sobre olhos amendoados, lábios bem marcados com um leve batom. Cabelos longos, que eram tão escuros quanto suas vestes eram claras. Não parecia nativa do continente. Seu corpo, coberto pela armadura, era belo, bem delineado devido aos exaustivos treinos de espada e montaria aos quais a jovem se submetia quando estava em casa. Agora, porém, ela não tinha montaria nem tempo para treinos. Apenas seguia as ordens que lhe foram dadas dois dias atrás.

Acabar com Justinian Von Shumer.

Com calma e graça, ela desembainhou a espada. Era uma espada de lâmina fina, limpa e que refletiu de leve o brilho do sol. Em um movimento rápido e preciso, vigoroso e certeiro, a jovem arremessou a espada na direção de Justinian. A lâmina, antes limpa e pura, se manchou com a seiva e a poeira, ao se enterrar no tronco de uma árvore, alguns passos adiante do alquimista. O rapaz virou-se, assustado, perguntando:

- Hããã? Qu-qu-quem fez isso? Que-que-quem está aí?

A garota saiu das árvores, revelando-se para o rapaz. Por um instante breve, a armadura prateada reluziu nos raios de sol que atravessavam as copas, os mesmos que antes refletiram a lâmina que agora jazia, fincada na árvore, entre a atacante e sua assustada presa.

- Muito prazer, senhor Justinian Von Shumer. Meu nome é Kalene.

Justinan logo reconheceu o brasão que pendia do pescoço da jovem, formando uma cruz de um vermelho vivo que se sobressaía diante da armadura, como um pedaço de carvão se destacando na neve. Kalene pertencia à Ordem Templária de Prontera.

Quando alcançou certo grau de crescimento, o Alto-Clericato da Igreja de Prontera decidiu que era hora de montar uma guarda pessoal, destinada a proteger os membros da igreja e, ao mesmo tempo, colonizar novas terras, difundindo os ensinamentos do pós-Ragnarok. Estes eram os Templários, uma imagem espelhada e eclesiástica dos Cavaleiros do Palácio que protegiam o Castelo e a Família Real.

- Você... você é uma Templária... o que faz aqui no meio da floresta?
- Pergunta que poderia lhe fazer também, senhor.
- Er... bem... eu estava passeando... aí.... bem, eu ía até Payon, e então... é que.... se não se importa em ficar sozinha, vou indo, tchau, foi bom conhecê-la, moça, até mais...
- Fique onde está!

Justinian nunca havia obedecido alguém com tamanha rapidez.

- Er... o que quer de mim, moça?
- Sua vida, para começar, por exemplo.
- HEIN? Ma-ma-ma-mas porque? O que eu fiz? Tudo bem, eu blasfemei palavrões algumas vezes... er... muitas vezes... quase sempre faço, mas não vejo nisso motivo para que alguém da Igreja me mate e...
- SILÊNCIO! Você morre aqui, hoje, Justinian Von Shumer. Mas não serei eu o seu executor.
- Hã?

Kalene então ergue o objeto que segurava na mão esquerda. De onde Justinian estava, parecia um galho de árvore comum... mas uma gota avermelhada, tão rubra quanto o brasão de cruz no peito da Templária, caiu do galho e manchou o ombro da armadura. Levantando a outra mão e levando-a até o galho, Kalene disse quase sussurando, em um tom calmo que fez as frases parecerem uma evocação - e realmente eram.

"Venha até este lugar, o poder que concede a vida e transfigura a realidade. Chame até aqui aquele que aterroriza as florestas e ataca quem as profana! Eu o convoco até aqui, tigre-demônio....
EDDGA!!!!"

E, dizendo isso, partiu o galho em dois.

O sangue saiu das pontas quebradas do galho, primeiro lentamente em gotas, e depois com força. Era inconcebível que um galho de árvore possuísse sangue, e ainda por cima naquela quantidade, mas ele fluía diante dos olhos incrédulos do alquimista, formando uma grande poça no chão. Um redemoinho de vento se formou no centro da poça, enquanto Kalene se afastava. O sangue, sugado para o redemoinho, deixava o chão e formava uma figura no ar. Repentinamente, o vento parou, e um tigre, gigantesco sobre suas patas traseiras, com pelo alaranjado e grandes presas pontiagudas, emergiu do redemoinho.

Kalene, removendo a espada do tronco e guardando-a de volta na bainha, disse, no tom calmo que lhe parecia típico:

- Aprecie a visita de meu amigo lendário, Justinian Von Shumer. Espero que ambos possam entreter bem um ao outro... e que o senhor não sofra muito enquanto morre.

A Templária então virou as costas para o alquimista, desaparecendo por trás da figura gigante que tomava a visão de Just. Este, reconhecendo a criatura que surgira no redemoinho, pensava:

- Acho que não escolhi tão certo quanto imaginei...

Eddga, o terrível tigre-demônio lendário, rugiu forte e alto diante de um indefeso Justinian, o mesmo rugido que Sague e os outros ouviram ecoando pela floresta.

Citação :
NOTAS DO AUTOR #4: Este capítulo me foi um desafio à parte. Nunca havia experimentado escrever com grupos separados, e ao mesmo tempo, usar a divisão de tempo que vocês leram (voltar no tempo no meio no meio da narrativa e alcançar a parte onde havia parado). Outro problema foi representar a evocação do Galho Sangrento que Kalene levava. No RO é mais simples [/heh] Espero que tenha ficado bom. E torçam para que o Just saia da furada em que se meteu ^^
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Seg Jun 30, 2008 1:15 pm

É.... Apesar de Templários assassinos (totalmente inconcebível T-T) este capítulo me rendeu muitas risadas Very Happy

E... Bom, eu não entendo muito dessas coisas, até porque nunca vi um Galho Sangrento na vida... Sempre me contentava com alguns mini-boss que saíam de Galho Seco... Mas acho que a descrição ficou boa, apesar de eu sempre pensar nesses Galhos como quando quebrados, emitiam uma luz que "pif" aparece monstrinhu *o*

Mas continua ai, e eu prevejo ADs no próximo epi Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Seg Jun 30, 2008 3:16 pm

Yokan escreveu:
É.... Apesar de Templários assassinos (totalmente inconcebível T-T) este capítulo me rendeu muitas risadas Very Happy

E... Bom, eu não entendo muito dessas coisas, até porque nunca vi um Galho Sangrento na vida... Sempre me contentava com alguns mini-boss que saíam de Galho Seco... Mas acho que a descrição ficou boa, apesar de eu sempre pensar nesses Galhos como quando quebrados, emitiam uma luz que "pif" aparece monstrinhu *o*

Mas continua ai, e eu prevejo ADs no próximo epi Very Happy

Just ser PP inutil, que eu estou devendo um leech a ele =x
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Seg Jun 30, 2008 9:13 pm

Yokan escreveu:
É.... Apesar de Templários assassinos (totalmente inconcebível T-T) este capítulo me rendeu muitas risadas Very Happy

E o que impede de um Templário agir nas trevas? Os Mercenários e Arruaceiros têm todo o jeito de serem "tô nem aí com nada" e evoluem de THIEVES (que, se não me engano, se traduz por LADRÕES), mas tão lá, salvando orfanatos, matandos seres malignos e agindo pelo bem de Rune Midgard.
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Seg Jun 30, 2008 9:15 pm

twilight escreveu:
Just ser PP inutil, que eu estou devendo um leech a ele =x

E você é mais inútil, pois nunca deu o leech que prometeu =)
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Seg Jun 30, 2008 10:23 pm

Citação :

Just ser PP inutil, que eu estou devendo um leech a ele =x

Liberte sua mente das privações Rune Midgardianas amigo... Se em Ragnarok the Animation, o Roan consegue fundir Redenção, Escudo Bumerangue, Escudo Refletor, Crux Magnum e Crux Divinum em uma build, e ainda ownar o mob de Pay Dun..... Um PP pode usar AD ;D


Citação :

E o que impede de um Templário agir nas trevas?

O voto de castidade que ele fez Smile

'Juro PROTEGER qualquer e toda pessoa que habite este mundo protegido por Deus'
Uma das frases ditas quando se vira Templário....


Mas, como eu disse acima, libertemos nossas privações Rune Midgardianas ;D

EDIT: Na questão dos Gatunos e evoluções...
Eles só fazem isso por dois motivos:
1- Garotas (é, toda garota curte aquele tipo heróico)
2- Ficar forte e ownar geral Ò_ó (único jeito rápido de se upar é matando mostros 'do mal' ;D)
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Ter Jul 01, 2008 10:02 am

Yokan escreveu:
Citação :

E o que impede de um Templário agir nas trevas?

O voto de castidade que ele fez Smile

'Juro PROTEGER qualquer e toda pessoa que habite este mundo protegido por Deus'
Uma das frases ditas quando se vira Templário....

Isso não tem ABSOLUTAMENTE NADA a ver com Castidade. Voto de Castidade é prometer não ter relações sexuais (o que também é diferente de "Não casar", que é voto de celibato). E o templário pode mentir no juramento, não pode? XD Além disso... e se "proteger qualquer e toda pessoa" incluir um mentor maligno? (ops.... quase falei demais)
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   

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Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA
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