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 Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA

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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Qua Jul 30, 2008 4:38 pm

ta muito boa a fic /ok me rendem uns risinhos bem curiosos *-*
vc devia postar tudo né? huhu
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Qui Jul 31, 2008 10:51 pm

Episódio 11 – ENFIM, A GRANDE CAPITAL!

À medida em que a carroça se aproximava dos grandes portões de entrada, mais e mais ficava evidente que um grande evento estava para acontecer ali. Pessoas passavam sem parar pelos portões, e as muralhas estavam enfeitadas de cima à baixo. Sons de multidão podiam ser ouvidos à distância, como um grande mercado, e faziam a cidade aparentar ser maior do que já era. Ao alcançar o portão de entrada de Prontera, a carroça foi abordada por um dos Guardas Reais.

- Oh, olá Savir! Já de volta de sua viagem a Morroc?
- Não exatamente, amigo. Tive um – e o carroceiro olhava para seu carona, um alquimista que se encolhia no banco, tentando não demonstrar culpa – pequeno contratempo, e precisei voltar.
- Ah sim. Bem, não demore então. As festividades serão amanhã, você sabe!
- Que festividades? Onde? – Um gatuno saltou pela frente da carroça, empurrando o alquimista para o lado e quase derrubando-o de seu assento.
- Não sabe das festividades que a Igreja de Prontera está promovendo, jovem? Por onde andaram nos últimos dias?
- Nem pergunte... – Justinian respondeu. Um rapaz, com vestes típicas de Aprendizes, saiu pela parte de trás da carroça.
- Festividades da Igreja? Seriam pelo retorno de Lorde Holfer?
- Sim, garoto.. está bem informado, ao contrário de seus amigos. Nosso grande Pontíficie Máximo estará chegando em Prontera amanhã, depois de sua missão nas ilhas do exterior!
- Nossa! Eu havia me esquecido disso! Senhor Justinian, senhor Sague, depois eu encontro vocês! Vou correndo atè a Igreja falar com Lorde Àlgifer sobre isso! Apareçam lá depois! – e, com isso, o aprendiz saiu, desaparecendo das vistas de todos.
- Ei! Não esqueça de falar a ele sobre a conta das poções!!!!!
- Ah... quer dizer então que os jovenzinhos vão receber algum dinheiro aqui? Podem então pagar pelos produtos que me fizeram perder no deserto.
- MUITO OBRIGADO, SAGUE!
- Disponha, primo.

========================================================

Na área norte da cidade, uma grande catedral parecia viva, tamanha a quantidade de gente que ali se aglomerava. As festividades de recepção de Lorde Holfer estavam praticamente terminadas, e a Igreja estava tão bela que qualuqer construção em qualquer outra cidade ficaria em segundo plano. Matthew adentrou correndo os saguões daIgreja, dirigindo-se às alas mais internas, e parou diante da porta do quarto de Lorde Àlgifer.

- Agora – pensou – poderei mostrar a Lorde Àlgifer o quanto meu treinamento valeu! Consegui chegar em Prontera sozinho... ou quase, mas isso é um detalhe. Vou surgir de surpresa e... – e quando Matthew levantou a mão para bater à porta, uma voz surgiu vinda do nada atrás do aprendiz.
- Matthew! Que surpresa... agradável, meu jovem! Enfim voltou a Prontera!
- AHHHHH! Lo-lorde Àlgifer! Não me assuste assim!
- Ora, vejo que a viagem não lhe deu coragem suficiente, jovem...
- Não! Quer dizer, sim, deu sim! Estou pronto para me tornar Noviço, senhor! Vim até aqui de Alberta, sozinho!
- Hmmm... “sozinho”?
- Er.... na verdade, não... é que.. sabe, duas pessoas me ajudaram e...
- Tenho certeza de que ambos o ajudaram bem, Matthew, meu jovem. E eu ficaria muito feliz de recebê-los aqui, para conhecê-los.
- Sim! Vou trazê-los aqui! Eles são engraçados! Um deles é bem atrapalhado, é um Alquimista, Justinian o nome dele, e o outro...
- Justinian, você diz? Que agradável coincidência! Traga-o aqui, Matthew, com certeza tenho negócios a resolver com este Alquimista.
- Certo, lorde Àlgifer, agora mesmo! – e, dizendo isso, Matthew saiu em nova disparada, rumando para a cidade. Enquanto isso, Àlgifer sussurrava para si mesmo:
- Sim... uma “agradável coincidência”... certamente...

============================================================

- UAU, Justinian! Olha esse chapéu! Olha essa armadura! Olha essa adaga! Olha...
- Olha a minha paciência se esgotando! Você não consegue ficar quieto não?
- Mas primo, tem tantos vendedores! Tantas ofertas!
- E tão pouco zeny no meu bolso. Principalmente depois que você fez o favor de abrir a boca na frente daquele carroceiro. É impressionante como você... er... – uma garotinha olhava fixamente para Justinian – O que foi garotinha?

A garotinha segurava um boneco feito de pano rosado, no formato de um poring. Ela então ergueu o boneco, apontando para Justinian:

- Eu quero um de Rocker!
- Hã? Quer um o quê?
- Eu quero um de Rocker! A minha mãe ía comprar um de Rocker na sua barraca, mas acabou e ela comprou um de Poring, mas eu não quero de Poring, eu quero de Rocker!
- Er... menininha, eu não tenho nenh...
- TEM SIM! Minha mãe falou que você é o alchimista da pichincha, e que tem tudo baratinho, eu lembro!

A menção do “honroso” título aguçou algumas orelhas próximas – e nenhuma delas tinha como dono um grande amigo do alquimista.

- Shiii, menininha bonitinha, olha... fala baixo que o titio Justinian vai...
- MAMÃE, MAMÃE! O ALCHIMISTA DA PICHINCHA! COMPRA UM BONECO DE ROCKER PRA MIM!!!!

Com isso, várias pessoas que escolhiam mercadorias abandonaram suas compras, voltando-se para Justinian, esperando conseguir produtos muito mais baratos, como fizeram no ano anterior. Do outro lado, mercadores abandonados por seus fregueses tinham suas memórias remexidas, e se lembravam da situação que marcou para sempre suas vidas comerciais. Os dois grupos olhavam para os primos com igual voracidade, e declararam juntos o início da batalha.

- AGARREM ELE!

Seguiu-se então a maior “briga de feira” – literalmente falando – que Prontera já preseniou. No meio de vendedores e fregueses, Sague e Justinian se agachavam, esgueiravam e, desviando de pés vidros de poções e comidas atiradas pelo chão, saíam furtivamente da confusão, mas ainda eram caçados por algumas pessoas vorazes.

- Nossa! O que é que estava em promoção ali, Justinian?
- Graças a você, Sague, a minha cabeça!
- Senhor Justinian! Senhor Sague! Aqui! – o inconfundível sorriso de apresentador de programas de TV de domingo à tarde se destacava em uma esquina. Virando rapidamente a rua, os três se esconderam em um beco.
- Nossa, senhor Justinian. Não sabia que o senhor era famoso aqui em Prontera!
- Matthew, eu estou com vontade de agradecê-lo por ter me salvo daquela multidão furiosa... não estrague isso, ok?
- Hein?
- Deixa pra lá...
- Matthew, você não devia estar na igreja?
- Sim, mas eu precisava encontrar vocês! Lorde Álgifer quer falar com vocês!
- Se não for para pagar as poções que me deve, nem precisa perder tempo.
- Mas é sobre isso mesmo, senhor Justinian. Além disso, tem mais uma coisa, mas acho que é melhor o senhor mesmo descobrir!
- Hã?

=======================================================

Os vitrais refletiam a luz do sol em miríades de cores no chão de mármore branco da catedral. Enquanto andavam pelos corredores, guiados pelo aprendiz, os primos Von Shumer observavam a beleza de quadros, estatuetas e outros ornamentos. Finalmente, estavam diante de uma porta muito grossa de madeira, com anjos esculpidos em toda sua extensão. Matthew bateu na porta, e foi prontamente atendido.

- Sim?
- Lorde Álgifer! Sou eu, Matthew! Trouxe os homens que me ajudaram a...
- Ah, sim, Matthew. Entre!

A sala era bem espaçosa. Uma mesa da mesma madeira que a porta ficava no meio, e um grande tapete com a imagem da Catedral estava pendurado em uma das paredes. Lorde Àlgifer estava sentado à mesa, com papéis e documentos espalhados.

- Matthew, meu querido pupilo! Vejo que finalmente nos trouxe os valorosos aventureiros que o acompanharam até Prontera!
- Sim, senhor! Este aqui é o senhor Sague, e este é o senhor... – mas Àlgifer completou antes.
- Justinian Von Shumer. Sinto-me deveras envergonhado pela situação que causei ao não enviar o pagamento de suas poções. Como sabe, precisei sair às pressas de Alberta e...
- ...e blábláblá, poderíamos resolver isso para que eu possa voltar para Alberta?
- Hohoho, entendo sua inquietação, senhor. Mas gostaria de lhe pedir que espere um pouco mais. Pelo menos até amanhã.
- Porque amanhã? Não é a tal festa de chegada de que tanto falam?
- Sim, amigo gatuno. Amanhã nosso digníssimo Lorde Holfer chegará em Prontera, e serão as poções fermentadas de seu primo que saciarão a sede de nossos convidados.
- Ugh. Então teremos que esperar a tal festa...
- Sim, e para compensar, peço que fiquem em nossas instalações de hóspedes, São muito confortáveis, e se sentirão bem à vontade. Matthew vai mostrar aos senhores onde ficam.

Justinian se preparou para recusar polidamente a acolhida, mas Sague já puxava Matthew pelo braço, dizendo “Anda, Matthew, mostra logo esses quartos!”. Assim, saíram os três da sala, e andaram alguns minutos até alcançarem os quartos de hóspedes.

- Puxa, e eu achei que sairíamos logo daqui.
- Ah, primo, relaxe! Temos dois dias com tudo pago em Prontera, e uma festa amanhã! Tudo está ótimo! Vou passear na cidade e mais tarde volto!
- Hmm talvez eu procure algo para fazer lá também....
- Eu vou ficar por aqui mesmo, senhores. Preciso ajudar Lorde Álgifer em algumas coisas.
- Ok, nos vemos à noite! – Sague saiu pelos corredores. Justinian também saía, mas algo repentinamente cutucou alguma área de seu cérebro. Virando para Matthew, o alquimista perguntou:
- Er... Matthew?
- Sim?
- Você disse para esse sacerdote caloteiro que eu e o Sague somos primos?
- Não que eu me lembre, senhor Justinian...
- Estranho... ele não conhece o Sague... como saberia? Oh bem, não vou perder tempo pensando nisso. Até mais tarde!

=============================================================

Naquele instante, em uma sala mal iluminada, agraciada apenas com luzes de velas, uma jovem e bela templária conversava com uma figura alta, de pé próxima a uma estante repleta de livros.

- Eles estão na cidade, milorde...
- Sim, Kalene. Eu sei... Mas não se preocupe. Isso deixa as coisas ainda melhores.
- Como assim?
- Simples, minha cara. Ele estar aqui durante a festa de recepção do Sumo Sacerdote somente reforça o fato de que foram as poções dele que fizeram o trabalho. E nós poderemos ficar tranquilos.
- ...
- Vejo que está insegura. Minha cara... quando tudo terminar, apenas colheremos os frutos de nosso esforço. Você será o braço direito do novo Pontíficie Máximo.
- Só espero que estes frutos não tenham um sabor amargo demais, milorde. – e, dizendo isso, Kalene saiu da sala. O homem, sozinho, então concluiu a conversa.

- Se achar os frutos amargos demais, minha cara Kalene, eu posso degustá-los sozinho... mas não reclame quando a mão que agora lhe alimenta... se voltar contra você.
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Devilish Angel
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Sex Ago 01, 2008 12:46 am

Citação :
Se achar os frutos amargos demais, minha cara Kalene, eu posso degustá-los sozinho... mas não reclame quando a mão que agora lhe alimenta... se voltar contra você.

Dá-lhe fight de vilões!!!

Na passagem que fala dos porings (e angeling) passando pelos pecos, lembrei do exército de poporings seguindo um mercador no Ragna Legends, e que depois Dangel matou quase todos com dois golpes (só restou um poporing).

Muito legal a sua fic, dá até vontade de reformar os personagens da minha primeira e misturar com "Ragna Legends" (o fanzine) e "Promessa Quebrada" (a fic).
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Sex Ago 01, 2008 11:34 pm

Uhuu muito bom, metáforas FTW!1

Ei ei... To começando a sacar o lance da Templária ;D

Eniuais continua ae meo
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Sab Ago 02, 2008 10:56 am

Agora vai demorar um pouquinho mais pra postar, pois os Episódios seguintes ainda não foram digitados xD Eu NÃO CONSIGO escrever direto no PC, sempre escrevo à mão, no caderno, antes de passar pro PC. Mas os episódios estão prontos, só questão de digitar mesmo.

E MUITO obrigado pelo feedback. penso até em reviver o antigo blog Von Shumer xD
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Sab Ago 02, 2008 10:58 am

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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Qua Ago 06, 2008 8:21 pm

Cadê epi novo? ò_ó

Já faz 4 dias que to sem notícias meo '>_>
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Qua Ago 06, 2008 9:45 pm

Eu ainda não passei pro PC xD Trabalho não tá me dando tempo. Os episódios anteriores todos já estavam guardados no PC e em outros fóruns. Agora, preciso de tempo pra digitar os Episódios que faltam.
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Qui Ago 07, 2008 12:23 pm

Ah... Zistendi... Sem *sussurra pra si mesmo* muita *volta voz ao normal* pressa Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Qui Ago 28, 2008 8:13 am

EU NÃO ABANDONEI VOCÊS!

O epísódio 12 sai até o fim de semana, e como bônus, esse episódio mostrará o dia em que Justinian e Sague se conheceram! Aguardem.
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Qui Ago 28, 2008 1:04 pm

Ei... Eu já descobri uma das multidões enfurecidas esperando o epi 12!11

Off Topic RO te lembra algo?

Agora faremos um acordo, ou você posta até o fim da semana, ou eu junto duas multidões enfurecidas e vamos atrás do seol maguinho nuba ok?


*lembra das SS's do maguinho nuba no tópico de skins*

EDIT: Falando em Off Topic RO olha só que interessante isso ~> http://z6.invisionfree.com/otRO/index.php?s=4372be5f3796ab62f37acc2a05f1c0ab&showuser=242

Bom saber dessas coisas
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Seg Set 01, 2008 9:16 am

Episódio 12: BRIGA EM FAMÍLIA

- UHUUU! Eu sempre quis um destes! Me sinto tão poderoso, tão perigoso, tão imponente!

O chapéu em formato de poring coube perfeitamente na cabeça de Sague. Feliz como nunca, o gatuno caminhava por Prontera, como se o mundo agora o pertencesse. A cidade grande sempre atraiu Sague, que se sentia pequeno diante das limitações do campo. A cada ida dos primos à capital - idas que Justinian tentava ao máximo adiar sempre -, ele sentia que seu lugar era na agitação das ruas da capital. Claro, ele desconhecia o fato de que a agitação o acompanhava onde quer que ele estivesse e que, normalmente, era ele mesmo que a causava.

- Amigo, detesto interromper essa felicidade, mas poderia PAGAR pelo chapéu, por gentileza? - o mercador retirou Sague do mundo alegre em que se encontrava.
- Ahh, é... é mesmo, deixa eu ver... - Sague revirava os bolsos, até que encontrou os últimos trocados que tinha. Pagou o chapéu e, sem mais nenhum dinheiro no bolso, recomeçou seu passeio pela cidade. Quer dizer, ía recomeçar. O ronco de seu estômago o impediu de dar um passo sequer. O gatuno teria pensado em ir comer algo, mas os últimos zeny que tinha estavam na sua cabeça, sob o formato de um chapéu de poring.

Então, ele tentou argumentar com o mercador.

- Ahn, senhor mercador...
- Sim?
- Er... sabe o que é... o senhor me devolveria o dinheiro? É que eu não vou querer mais o chapéu e...
- Negócio fechado é negócio fechado, amigo. Porque é que você iria...
ROOOOONNNNC
- ... er... bem, mesmo assim. Não posso devolver dinheiro algum. Sinto muito.
- Mas, mas, mas... ugh....

E Sague, com a barriga roncando de forma medonha, seguiu pela feira, pensando em alguma forma de arrumar dinheiro. Foi quando a idéia surgiu em sua cabeça. Ou melhor, ela já estava lá. Sob a forma de um chapéu de Poring.

- Claro! Se eu comprei, eu posso vender! Vou vender esse chapéu, e assim arrumo grana para uma boquinha!

Mas, como vendedor, Sague era tão persuasivo quanto um talo de aipo. Cada pessoa abordada era um novo "não" que o gatuno recebia. Até que um rapazinho, parado perto da estátua de Odin que ornamentava a praça principal da cidade, falou com ele.

- Oi... você está vendendo esse chapéu?
- Hã? Ah sim, sim, estou! Veja, que cores robustas! Que expressão imponente! Que formato anatômico! Com certeza você não encontrará chapéu igual em Prontera inteira! E ainda...
- Ok, ok, ok. Eu... poderia... ver como ele fica em mim? Sabe como é, para que eu não compre à toa, entende?

Alguns dias atrás, Sague havia sido enganado de forma muito parecida, pelos ladrões que sequestraram Matthew em Payon. Qualquer pessoa comum teria aprendido a não confiar cegamente em pessoas que não conhece.

- Sim sim, aqui está!

Mas Sague nunca soube o significado da palavra "desconfiança". Nem o da palavra "anatômico". Sendo assim, Sague prontamente entregou o chapéu ao rapaz, que o colocou na cabeça.

- Oh, ficou muito bom em você amigo!
- Sim, e... - o rapaz ajeitava o chapéu na cabeça, quando apontou para o meio da multidão e gritou - OLHA SÓ! LORDE HOLFER VOLTOU!!!!
- Hã? Onde? Onde?

Sague virou-se, procurando o Sumo-Sacerdote – que, como convém lembrar, tinha chegada marcada para o dia seguinte. Ficou cerca de um minuto procurando, apertando os ohos e perguntando “Onde? Cadê ele?”, até que se voltou para seu comprador...

- Eu não estou vendo nenhum Sumo.... er... cadê você?

...o qual, obviamente, não estava mais lá.

Justinian, por sua vez, procurava um lugar mais calmo. O alquimista estava na Praça da Amizade, onde havia uma grande estátua, representando duas mãos de pedra apertadas em um cumprimento, e simbolizando respeito, amizade e companheirismo. Naquele mesmo lugar, anos antes, Justinian conhecia seu primo Sague e concordava em levá-lo até Alberta.

“A vida é miserávelmente irônica”, pensou Justinian.

========================================================

O dia que dividiu a vida de Justinian em “ante-catastrophes” e “pos-catastrophes” era bem diferente daquele momento agitado que tomava conta de Prontera. Naquele dia, as ruas estavam calmas, e poucos vendedores negociavam. Um Justinian cinco anos mais novo aguardava próximo da mesma estátua, tendo em mãos uma carta, recebida um mês antes. A missiva havia sido enviada pela tia do alquimista e, além do pedido para que Just tomasse conta do primo, marcava aquela data e local para o encontro dos dois.
Justinian, na viagem de barco de Alberta a Izlude, já imaginara 37 motivos pelos quais recusar o pedido. De Izlude até Prontera, criou três formas não-ofensivas para cada um – e também uma forma ofensiva para cada, caso fosse necessário. Ensaiava a forma não-ofensiva B do motivo 18 (“Estou cuidando de uma associação que protege filhotes de Selvagem abandonados, e infelizmente não poderei levar meu primo, tia, sinto muito.”) quando ouviu, pela primeira vez, a voz que horas mais tarde desejaria nunca ter ouvido.

- Você é o primo alquimista? – um Sague cinco anos mais jovem se aproximava. Justinian olhou o jovem gatuno de cima a baixo, e respondeu sem hesitar:
- Não. – mas, quando se virou para ir embora, sua tia já estava ali – uma mulher de aparência jovem, mas sofrida devido à constante luta pela sobrevivência dos desertos de Morroc.
- Justinian, meu sobrinho! Quanto tempo! Você cresceu, se tornou um homem, fico tão feliz!
- Que bom, tia. Bom, preciso ir, pois (forma não-ofensiva A do motivo 4) haverá um encontro de jovens alquimistas em Al de Baran que durará uma semana...
- Minha irmã também ficaria orgulhosa! Tão triste ela não estar mais entre nós, por causa daquela doença terrível!
- ... e logo depois ajudarei alguns cientistas de Lighthalzen (forma não-ofensiva C do motivo 23), e ficarei lá pelo menos um mês e...
- Mas me lembro ainda das palavras que ela disse antes de partir.
- ... e como comecei a reformar meu laboratório faz apenas dois dias (forma não-ofensiva B do motivo 12), creio que...
- Ela disse que tinha muita felicidade em tê-lo como filho...
- ...infelizmente, sobre meu primo ir comigo para Alberta...
- ...e que eu sempre poderia contar com sua ajuda, um jovem de coração tão bom e generoso, em todas as dificuldades que eu passasse.
- ...e.... e.... er...

Justinian estava lá quando isso aconteceu. Lembrava-se da frase que sua mãe havia dito no leito de morte. Just olhou para os olhos da tia, olhou para o primo, que acenava com um sorriso que beirava o sádico, e não teve outra alternativa:

- Embarcamos no navio de hoje à tarde...

Enquanto isso, as formas ofensivas de todos os motivos pensados rodopiavam na mente de Justinian.

============================================================================

Matthew, em seu quarto, andava de um lado para outro. Rever Lorde Holfer era felicidade demais, e após tantas aventuras com os primos Von Shumer, Lorde Álgifer TINHA que ordená-lo Noviço. Batidas à porta chamaram sua atenção.

- Matthew? Sou eu, Álgifer.
- Entre, Mestre Álgifer. Posso ajudar em algo?
- Quero apenas conversar, jovem Matthew...
- Sobre o quê, Mestre?
- Bem... sobre estes... estes primos, que estamos hospedando.
- Ah, o senhor Justinian e o senhor Sague? São pesosas ótimas, Mestre Álgifer! O senhor Justinian é meio esquentado, mas é uma boa pessoa. E o senor Sague, bem... ele... ele... ele é o senhor Sgaue!
- O que quer dizer com isso?
- É que, bem... é difícil explicar o que é o senhor Sague.
- Ahn.. e você acha que algum deles poderia... ser perigoso?
- Ah, não, de forma alguma! São meio estranhos, mas são pessoas excelentes! Porquê?
- Nada importante... apenas um pouco de receio por hospedar estranhos justo numa data como a de amanhã...
- Ah, claro. Mas pode ficar tranquilo, Mastre Álgifer. Eles são totalmente inofensivos.
- Sim... inofensivos... obrigado, Matthew.

Após sair, Álgifer ponderou sobre a conversa:

- Inofensivos... que seja então.

============================================================================

Já à noite, os primos estavam de volta à igreja de Prontera. Justinian foi o primeiro a chegar, sendo recebido pelo aprendiz milionário.

- Vai ter que me levar de novo pro quarto, Matthew. Não faço idéia de onde fica.
- Mas de novo, senhor Justinian?
- Não sei porque essa igreja precisa ser tão grande. Deve ser pra acomodar mais caloteiros.
- Não fale assim. Mestre Álgifer já se comprometeu a pagar a dívida toda amanhã, depois da festa...
- isso se ele não estiver bêbado demais para lembrar. Cadê meu primo afinal?
- Oi, oi!!! estou aqui, primo! – Sague chegava naquele momento.
- Finalmente, não é, Sague? Quero logo dormir. Quanto mais cedo acordarmos amanhã, mais rápido vamos pra casa. E, falando nisso, me diz, Sague, que você AINDA está com o dinheiro que estava com você.

O chapéu de poring passou flutuando na frente do gatuno.

- CLARO! – o sorriso amarelo não enganou Justinian.
- “Claro”? Sague, você GASTOU? Como voltamos para Alberta se o Algifer não nos pagar?
- Ah, primo, tudo se aj...
- “Tudo se ajeita”? Sague, será possível que você não pensa? Tem cocô de Peco-peco na sua cabeça?
- Credo, senhor Justinian, não precisa...
- CLARO que precisa, garoto! Não dá pra aguentar mais isso! Como pode alguém ser tão... tão... “sem noção” das coisas?
- E eu não entendo como pode algué pode ser tão rabujento!
- Convivendo com você é MUITO fácil!
- Senhores, estamos na Igreja, não podemos...
- Não, Matthew, não podemos. E se não fosse VCOÊ surgindo naquela maldita caverna, talvez eu nem estivesse nessa cidade!
- Mas...
- Ah, Justinian, chega! A viagem toda foi você reclamando. “Sague isso”, “Sague aquilo”... você não ri, você não aproveita a aventura, você quer ir, voltar e só.
- E o que mais existe em uma viagem?
- O meio, primo! As paisagens, as descobertas, os...
- Eu não preciso descobrir nada, Sague, você arremessa as descobertas em mim!
- Então não viajo mais com você!
- Isso é uma promessa?
- Como assim?
- AH VIU SÓ! É ISSO! PRA MIM CHEGA!
- Pra mim também. Mesmo não entendendo o que você quis dizer. Você é muito chato, primo!
- Amanhã vou embora com ou, de preferência, sem você. Vou pro quarto!
- Tchau!
- Er... mas senhor Justinian, o senhor não tinha esquecido...
- Eu acho o caminho!

Os ânimos se exaltaram. Justinian finalmente desabafava. Cinco anos de Sague eram cuspidos como caroços de melancia. Sague, por sua vez, não aguentava mais a rabugice do primo. Cada um seguiu para um lado, e Matthew acabou sozinho, sem saber a quem seguir. Finalmente, decidiu não seguir ninguém, e voltou para seu quarto – o dia seguinte já aparentava ser longo o suficiente, e agora a sensação só aumentava.

============================================================================

A noite era silenciosa na Catedral. Noviços e Sacerdotes dormiam profundamente, candelabros estavam apagados, com exceção de algumas velas nas paredes. Uma grande catedral que passaria por abandonada, se naõ fosse uma figura vagando pelos corredores.

Uma figura absolutamente perdida.

Justinian, desde a briga com Sague, vagava pelas celas, se encontrar o quarto. Já entrara e saíra em três quartos errados, um deles o de uma freira, que quase o acertou com um rosário.

- Droga. Isso É culpa do Sague. Mesmo sem ele aqui. Eu já passei por essa teia de aranha, não?

Sem rumo, Just finalmente avistou um quarto iluminado. Aproximando-se, ouviu murmúrios – finalmente alguém acordado para indicar o caminho! O lugar era parecido com uma pequena biblioteca, iluminada, como o retso, por dois candelabros.

- Olá? Desculpe incomodar... – os murmúrios continuavam, mas não havia ninguém na sala. – Bem, acho que eu posso esperar alguém chegar... Ai, já estou cansado... ei, ei... AHHH!

Justinian se apoiara na parede, encostado em em uma tapeçaria aparentemente cara. Entretanto, ao contrário do esperado, a tapeçaria não segurou o peso do alquimista – não havia parede atrás dela. Justinian caiu para trás, enrolando-se nos panos. Quando finalmente saiu...

- Ora, mas que brincadeira sem graça! Quem é que iria... er... er... mas... VOCÊS?

Na sala secreta, no que aparentava ser uma acalorada discussão abruptamente interrompida, Álgifer e Kalene olhavam para o alquimista no chão. Recompondo-se, o Sacerdote falou um um tom sério que congelou o sangue de Justinian.

- Senhor Justinian Von Shumer... eu precisava mesmo ter uma conversa MUITO importante com o senhor.

Citação :
NOTAS DO AUTOR #12: EU NAUM MORRI! Estou de volta finalmente, e agora a fic vai! As coiss esquentaram, agora que Justinian descobriu a ligação entre Álgifer e Kalene! Mas.. com quem ele vai contar, agora que brigou com Sague e Matthew? Aguardem! A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA entrou na reta final!


Última edição por Arkano em Qua Set 03, 2008 9:18 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Ter Set 02, 2008 6:48 pm

uia que bacana•••faça o favor de continuar ja que é o unico tópico vivo desse fórum
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Qui Set 04, 2008 3:16 pm

Uy a reta final *-*

Só me faça um favor... Poste os outros livros aqui oquei? ò_ó
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Qui Set 04, 2008 9:08 pm

Com certeza postarei. Já estou no Episódio 5 do LIvro 2! ^^
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Ter Set 09, 2008 8:01 pm

yay!!!

pelo menos ALGUÉM termina o que começa, sabe *olha indiscretamente para Yokan*
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Ter Set 09, 2008 9:03 pm

Nha não vem com essa agora não ¬_¬

Porque até agora não vi o fim da sua fic xP
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Sab Out 04, 2008 3:59 am

Gostaria apenas de comunicar que logo voltarei a postar a fic. Tive sérios problemas pessoais - a morte de um grande amigo, pra ser mais exato - que me afastaram de muita coisa.

Mas a vida continua, e já já estou de volta. Afinal, precisamos saber como termina essa saga louca, não?
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Sab Out 04, 2008 10:51 am

Nossa... Que chato... E eu aqui pensando que você tinha nos abandonado.

Eu sinto muito, Arkano.
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Dom Out 19, 2008 9:45 am

Episódio 13 – JUSTINIAN E O PLANO MALIGNO

- Er... eu estou com um pouco de dor de garganta, sabem como é, o friozinho da noite, tá muito escuro aqui, eu estava de saída, se me dão licença, eu...
- Fique onde está, senhor Von Shumer. Nossa conversa será breve, lhe asseguro.
- Imagino que não seja sobre o dinheiro que você me deve.
- Não. Não é. Na verdade... – Álgifer foi interrompido pela templária Kalene.
- Na verdade, senhor Justinian, não existe necessidade de lhe contar nada. E, mesmo que contássemos – e, dizendo isso, desembainhou a espada – o senhor não permaneceria vivo para falar para ninguém.

Enquanto Kalene se aproximava, Justinian cerrava o punho dentro do bolso. Quando a templária estava perto o suficiente, ele quebrou o silêncio que o medo vinha impondo.

- Eu gostaria de dizer uma coisa, moça.
- O quê?
- Eu... realmente... não gosto de escuro!

Dizendo isso, Justinian tirou a mão do bolso do casaco, arremessando um pó escuro na direção do candelabro que descansava na mesa ao lado de Kalene. Ao tocar o fogo das velas, o pó se incendiou com uma pequena explosão de luz que iluminou toda a sala. Quando a luz enfraqueceu, o alquimista já não estava mais lá.

- Mais uma vez tenta adiar o inevitável, senhor Von Shumer... mas o senhor não pode deixar a Catedral. Eu vou encontrá-lo. - dizendo isso, Kalene saiu da sala. Álgifer, após alguns segundos, pensou:

- Não, Kalene. EU vou encontrá-lo.

E desapareceu por alguma passagem nos fundos da sala.

============================================================================

Naquele momento, Justinian corria sem rumo pelos corredores da gigantesca catedral. "Um alquimista prevenido vale por dois", sempre dissera a si mesmo.

Então, o Sacerdote caloteiro e a templária homicida trabalhavam juntos? Não era algo exatamente inesperado, mas encontrá-los assim jamais passara pela cabeça de Justinian. Agora tinha certeza... Álgifer não queria MESMO pagar pelas poções... Talvez pretendesse usar dinheiro da igreja para bancar a recepção dque aconteceria mais tarde, e precisava se livrar de potenciais testemunhas de acusação. Mas, aquilo tudo era necessário? Se ele tivesse pedido com educação, Justinian ficaria quietinho - não precisava mandar uma assassina para matá-lo.

Mas agora que sabia porque sua cabeça estava a prêmio, Justinian sentia como se a recompensa houvesse aumentado. O Sacerdote procuraria Just pela Catedral toda até encontrar, e o alquimista não teria muitos lugares seguros lá dentro. Pelo menos poderia contar com...

Epa. Ele tinha brigado com Sague no fim da tarde anterior. Como contaria o que viu? Pela lavação de roupa suja que tiveram, Sague não o ouviria. Ah, mas tinha Mathhew... ou teria... se soubesse ONDE o aprendiz estava. Mas Justinian não sabia nem onde ele mesmo estava, quanto mais onde ficava o quarto do pequeno milionário.

Justinian estava sozinho. Perdido na Catedral gigante, com uma Templária homicida em seu encalço. Acordar clérigos aleatórios pelos corredores não seria boa idéia - pensariam que ele era doido e não ouviriam uma palavra daquela história. Precisava, isso sim, encontrar provas do calote para incriminar Álgifer. Tinha pouco tempo, mas se rodasse pela Catedral, com certeza acharia algo. Foi quando uma idéia passou pela cabeça de Justinian. "Já que estou aqui", pensou, "eu posso pegar as poções de volta! Sem elas, não tem festinha, e eu gostaria de ver aquele sacerdote se explicar. Mas... onde ele teria guardado..."

E, no meio desse pensamento, enquanto virava um corredor, Justinian esbarrou em alguém.

============================================================================

Um navio atracava no porto de Izlude. Cheio de viajantes, ele vinha de Alberta, e trazia mercadorias e passageiros dos mais diferentes tipos - e dois destes, um casal, nos chama a atenção.

- Ahn... sei lá... é meio precipitado isso...
- Precipitado nada! Você queria isso!
- É, mas eu não sabia que VOCÊ também queria!
- Hunf! Chega de conversa. Precisamos chegar logo em Prontera. Hoje é a tal festa do Pontífice-sei-lá-o-que, e é a data idela!
- Ai ai... está bem... está bem, estou indo.
- Fico imaginando as caras deles quando souberem!
- Provávelmente ficarão igual à minha quando você me contou.
- Ah. Provável. Bem, vamos logo.

E o casal continuou seu caminho. Comprou algumas provisões e logo depois pegou uma carroça para ir até a Capital.

============================================================================

- Por favor por favor por favor por favor, eu faço qualquer coisa, por favor! - Justinian implorava, ajoelhado e de olhos fechados.
- Qualquer coisa?
- Claro, apenas não me mate não me mate não me mate...
- Então... peça desculpas.
- Me perdoe me perdoe me perdoe...
- Admita que perdeu, Justinian.
- Eu perdi eu perdi eu perdi...
- E repita...
- Sim sim, eu repito!
- "Sague Von Shumer é o máximo!"
- Sague V... hã?

Com o cínico sorriso dos vencedores, Sague segurava o riso.

- Você tinha que ver sua cara.
- ORA SEU! - mas Justinian levou a mão à boca. Gritar, mesmo que fosse com Sague, o que lhe dava uma estranha sensação de prazer, poderia entregar sua posição à templária assassina - Sague, o que está fazendo aqui?
- Vim beber água.
- Uhn... bem, você precisa me escutar, veja bem, aquela Templária, ela...
- Opa, opa, opa, espera um pouquinho. Você disse que não queria mais me ver.
- Eu? Er.. eu disse, mas...
- E disse que não aguentava mais minha presença.
- É, é verdade, mas presta atenção, aquela Templária assassina, ela...
- Então porque eu ouviria você agora?
- Ela e o sacerdote... como?
- Eu não quero saber. Você foi muito grosso, Justinian. Sempre foi rabugento, mas ontem você foi demais.
- Mas Sague, ela e o Álgifer, eles estão juntos! É ele que quer...
- Ah, e agora isso? Primo, muito feio se fazer de vítima para receber atenção.
- EU QUASE MORRI TRÊS VEZES E VOCÊ DIZ QUE ESTOU ME FAZENDO DE VÍTIMA? - e, após isso, Justinian levou de novo a mão à boca.
- Ah, Just, quer saber? Tchau. Já bebi minha água, vou voltar pra cama. Depois você se desculpa, tá?
- Mas, mas, mas, mas... - Sague seguiu pelo corredor. Justinian não poderia então contar com o primo. Entretanto, agora tinha noção de onde ficava seu quarto e, antes que Sague sumisse, perguntou:
- Er... Sague, você pode ao menos me dizer onde fica a cozinha?
- Lá em baixo, desça a escada, passe três corredores, vire à direita no quarto, entre na segunda porta, a cozinha é o salão grande no final.
- Ahn... desde quando você tem esse senso de direção tão apurado?
- Não tenho, eu só segui o cheiro de comida.
- ...

E o alquimista ficou sozinho novamente. Encontrar a cozinha significava encontrar a adega e, com ela, as poções. Sem perder tempo, Justinian seguiu o caminho indicado pelo primo. Logo sentiu o cheiro do banquete daquela tarde sendo preparado. Condimentos e temperos o levaram até a cozinha, um lugar grande que, durante o dia, abrigava atarefados cozinheiros, ma que naquele instante esvava deserto, escuro e aromatizadamente assustador.

- Nossa, eu não imaginava que esse Pontífice fosse TÃO importante... quanta comida! Deixe-me ver.. Ah, ali está! Isso, exatamente!

Justinian encontrara as poções que havia feito uma semana atrás. Um pequeno selo na tampa era uma marca pessoal de Justinian, e cada um dos frascos a possuía. O alquimista não deixou de notar que alguns dos frascos pareciam separados dos demais, como se estivessem reservados a alguém em especial.

- Exato, senhor Justinian. Um frasco para cada Sumo-Sacerdote, e um para Lorde Holfer. - a voz feminina ecoou no salão - E, quando ele beber... acaba o período de liderança do Pontífice Máximo.
- Veneno... a fermentação da poção esconde o gosto, mas...
- Mas não neutraliza o efeito. Realmente, é um excelente alquimista. Ou, devo dizer... "era"?
- E o que você ganha com isso, Kalene?
- O direito de estar diretamente a serviço do novo Pontífice Máximo, o que mais?
- Você não pode estar falando sério!!!
- Ah, mas estou sim. Entretanto, essa conversa não vai sair daqui. E, mesmo que saísse, quem acreditaria? Afinal, são SUAS poções.

Justinian lembrou de Sague. Ele não escutara antes. Kalene estava certa: Just estava sozinho.

- Agora, faça-me um favor, senhor Justinian... fique parado, enquanto terminamos com isso de uma vez.

Citação :
NOTAS DO AUTOR #13: OMG! Está terminando! Vai acabar! DOIS episódios nos separam do fim dessa saga! Espero estar agradando tanto quanto quando comecei! Nos vemos no próximo episódio!
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Qui Out 23, 2008 8:36 am

Episódio 14 - O DESASTROSO BANQUETE

O dia amanheceu festivo em Prontera. Uma grande caravana entrava pelos portões do lado leste da cidade, e muitos visitantes com feições orientais observavam, maravilhados, a arquitetura da Capital, se encantando com aquele mundo tão diferente daquele ao qual estavam acostumados.
Em meio à caravana, uma das carruagens se destacava. Dentro dela, o Pontífice Máximo Holfer acenava para o povo. Figura mais do que conhecida na capital, Holfer era um excelente Sacerdote. Os cidadãos de Prontera o respeitavam, pois ele abria as portas da Igreja para todos os que necessitavam, como deve fazer um verdadeiro sacerdote, e demonstrava isso naquele momento. Holfer voltava de uma missão que pretendia espalhar os ensinamentos pelas ilhas orientais, e pelos convidados que trazia consigo, fora bem sucedido.

Conforme a caravana avançava pela cidade, o povo voltava a seus afazeres comuns. As carruagens com visitantes de Amatsu e Kunlun tomaram a direção de uma das alamedas principais da cidade, local cohecido pelas estalagens aconchegantes. Holfer, por sua vez, seguiu diretamente para a Catedral. Alguns metros diante dos portões, a carruagem parou, e o Pontífice Máximo desceu do veículo. Não era especialmente alto, tampouco possuía aparência extraordináriamente imponente, mas emanava uma grande aura de respeito, devido a seu trabalho na Igreja de Prontera.

Os Sumo-Sacerdotes se reuniram na porta da Catedral, e fizeram uma longa reverência quando Holfer se apresentou. Logo atrás deles, os Sacerdotes, entre eles Álgifer, que não aparentava estar, exatamente, "calmo".

- Sinto-me muito feliz por estar entre vocês novamente, amigos. Muitos ouviram as palavras de apoio de nossa igreja em terras estrangeiras, mas nada poderia me trazer mais felicidade do que estar de volta à minha terra.
- Sim, milorde. - quem falava era Mazir, o Sumo-Sacerdote que representava o círculo abaixo do Pontífice, o mesmo que, dias atrás, conversou com Álgifer sobre as festividades que estavam sendo preparadas. - E, acredite, todos nós dividimos a mesma alegria. Preparamos um maravilhoso banquete para festejar este momento.
- Não era necessário, Mazir, meus amigos... mas, já que tiveram esse trabalho, acho justo honrar tal homenagem. Deixem-me apenas descansar um pouco, e logo me juntarei a vocês.

Dizendo isso, Lorde Holfer entrou na Catedral. Os Sumo-Sacerdotes logo o seguiram, e por último os Sacerdotes. Mazir, entretanto, e deteve alguns passos e dirigiu-se a Àlgifer:

- Rezemos para que nossa homenagem seja cheia de alegrias! - Álgifer, com visível nervosismo, apenas respondeu:
- Sim, senhor... rezemos...

============================================================================

Aquela manhã havia sido movimentada não apenas na entrada da cidade. Em uma sala, nos fundos da Catedral de Prontera, um alquimista e uma templária se encaravam. Justinian e Kalene estavam, cada um, de um lado de uma longa mesa com comidas variadas. Raciocínio rápido sempre foi uma virtude de Just , mas o nervosismo, naquele momento, dificultava o pensamento. Kalene, por sua vez, parecia pronta para aplicar o golpe que, ela esperava, dessa vez seria fatal.

- Tem alguma coisa... faltando... - pensou Justinian - Tanto trabalho, tanto risco... só por um cargo?
- Relaxe, senhor Justinian. Vamos terminar isso de uma vez!
- Kalene, você não vê que isso é loucura? Matar o Pontíifce para...
- Estou cumprindo ordens. E serei recompensada por isso.
- Será mesmo? Será que uma pessoa que vao tão longe como ordenar um assassinato para conseguir uma posição hierárquica não acharia que você é uma ameaça ao segredo?
- Não tente me tirar a concentração com este discurso, senhor. Prepare-se, pois daqui o senhor não sairá vivo!

E, com essas palavras, Kalene se atirou contra Justinian O alquimista se arremessou embaixo da mesa, com a espada passando perto da cabeça. Saindo do outro lado, Just agarrou a primeira arma que viu - um grande pernil assado - e o apontou para a Templária.

- Eu.. eu SEI USAR ISSO!
- Hahahaha! E como pretende usar isso, senhor? Em algum churrasco?
- Não Na PANELA MESMO!

E Justinian arremessou o pernil com toda a força pro alto. A peça bateu em um suporte cheio de panelas e outros utensílios, que pendia do teto próximo de Kalene. O suporte balançou, derrubando frigideiras e caçarolas na Templária, que caiu no chão. Aproveitando o momento, Justinian agarrou as poções que ainda estavam na mesa e correu. Kalene não se levantou a tempo de vê-lo sair da cozinha, e estava só quando de livrou das panelas.

- MALDITO! Você não vai fugir, Justinian, NÃO VAI!

============================================================================

Voltando, Justinian raciocinava como se sua mente fosse uma montanha russa em alta velocidade. Todas aquelas poções continham veneno, ou só uma? Qual delas o Pontífice beberia? Sumir com as poções era boa idéia, mas elas eram uma prova... e, sem as poções para o brinde, a cerimônia não continuaria - e não haveria chance de denunciar Álgifer e Kalene... Sem se dar conta, Justinina voltou até a sala onde havia encontrado os dois na madrugada. Claro! Ali poderia haver algo mais para incriminá-los! Entretanto, vasculhando livros na sala secreta, Justinian encontrou algo que realmente chamou sua atenção.

- Isso... esse pergaminho... "Venha a mim o poder que transfigura..." Parece a evocação que Kalene usou...
- E somente o Pontífice Máximo tem acesso completo a ela. - Álgifer surgiu à porta.
- AHHHHHHHHHHHHHHHH! Vocês não me matam com armas e evocações, então tentam me matar de susto?
- Entenda, Senhor Justinia. A Evocação completa deste artefato pode trazer monstros terríveis, muito piores do que os que o senhor viu. - Justinian lembrou de Eddga, o tigre-demônio. Tinha coisa PIOR? - Por isso, essa Evocação é mantida guardada por um selo, como uma relíquia dos Antigos Deuses.
- E o Pontífice tem acesso a ela? Não é apenas pelo cargo... é o poder de controlar os Galhos Sangrentos!
- E de como produzí-los. Agora, se me permitir...
- Permitir? Vocês são loucos! - Justinian se abrigou no fundo da sala, correndo, remexendo os bolsos. Tinha pouco tempo agora. - "Preciso conseguir agora, senão..." ele pensou. Justinian corria pela escada com poções e pergaminho nas mãos, e revirava bolsos frenéticamente. Em certo ponto, porém, tropeçou e caiu. As poções não quebraram, mas antes que ele se levantasse, a espada já estava em seu pescoço.
- As poções, senhor. Entregue ao Sacerdote Álgifer.

A contra-gosto, Justinian fez o ordenado.

- Muito bem... - Álgifer pegou as poções. - Kalene, traga nosso amigo alquimista. A cerimônia já começou, e ele precisa ver pessoalmente tudo o que acontecer. Ele não tem escolha.

E, realmente sem outra opção, Justinian acompanhou Álgifer e Kalene. Após alguns corredores, estavam no Salão Principal. Lorde Holfer encontrava-se na ponta de uma grande mesa. Alguns convidados, entre eles Matthew e Sague, acompanhavam o banquete.

- Senhor Justinian! Pensei que não viria!
- MATTHEW! RÁPIDO! Álgifer, ele... ele quer....

Mas Álgifer já colocava as poções na mesa. Cada Sumo-Sacerdote se serviu de uma, inclusive Holfer.

- Que este brinde sirva para selar os bons frutos que a Igreja de Prontera nos trás!

Sague, que evitava olhar Justinian, comentou:

- Não estou falando com você, mas é bem emocionante ver esse brinde ser celebrado com suas poções.
- É... muito emocionante mesmo...- diante de um impotente Justinian, todos beberam das garrafas de poção fermentada.

E, após alguns segundos, o Pontífice Máximo da Igreja de Prontera, Lorde Holfer, diante dos primos Von Shumer, Matthew, Álgifer, Kalene, Mazir e todos os outros convidados, agarrou a própria garganta, que ardia profundamente, como se tivesse ingerido um poderosíssimo ácido, enquanto sua garrafa de poção caía e se espatifava em brilhantes cacos espalhados no chão.

Citação :
NOTAS DO AUTOR#14: FINALMENTE! O PRÓXIMO EPISÓDIO É O ÚLTIMO!!!!!! A saga louca de Justinian e Sague Von Shumer está para terminar! E você, que acompanhou essa fic até aqui, vai finalmente descobrir toda a verdade! Nos vemos em breve, no EPISÓDIO FINAL: A CONSPIRAÇÃO REVELADA! Até lá!
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Sex Out 24, 2008 12:14 pm

Episódio Final - A CONSPIRAÇÃO REVELADA

- Mas... o quê...
- Lorde Holfer, está se sentindo bem?
- O que houve?

O inveitável acontecera. Lorde Holfer bebera d apoção preparada para ele. A garganta ardia, os estilhaços da garrafa ainda no chõa diante de sua cadeira. Parecia que as forças pouco a pouco se esvaíam de seu corpo, mas reunindo o que restava em si, Lorde Holfer finalmente conseguiu dizer:

- MEU ESTÔMAGO! DÓI! DÓI MUITO!

E o Pontífice Máximo da Igreja de Prontera saiu correndo, agarrando a barriga, procurando o banheiro mais próximo. Os Sacerdotes, atônitos, não sabiam para onde olhar. Álgifer foi o primeiro dos clérigos a falar algo.

- Mas... afinal... o que aconteceu?
- FOI VOCÊ! - Justinian, aproveitando o momento, se desvencilhou de Kalene. - Você queria envenenar o Pontífice usando minhas poções!
- Primo?!
- Senhor Justinian, como pode acusar Lorde Álgifer de...
- Estava tudo no quarto dele! As fórmulas para fazer o veneno! Os pergaminhos sobre a evocação do Galho Sangrento! Ele queria ser Pontífice para ter o segredo da evocação!
- Senhor Justinian, se me permitir...
- Mas eu consegui usar alguns reagentes enquanto essa Templária maluca me perseguia! Não consegui neutralizar por completo, mas transformei o veneno em um purgante inofensivo.
- SENHOR JUSTINIAN! EU NÃO TENTEI FAZER NADA COM LORDE HOLFER!
- Mas eu vi vocês dois discutindo no quarto!
- Sim, viu... mas aquele quarto NÃO É MEU!
- Er.. não? E de quem seria?

Nesse momento, uma exclamação de ódio profundo ecoou no salão. Mazir, que até então estava calado, observando os cacos de vidro no chão, virou-se para o centro do salão.

- Miseráveis! Como... como conseguiram fazer isso!
- Hã? - Justinian não entendia.
- Lorde Mazir, o que está diz...
- O quarto no qual o senhor viu a mim e Kalene, senhor Justinian, é de Lorde Mazir. Eu pressionava Kalene a me contar a verdade no momento em que o senhor chegou.
- EU sou o Sumo Sacerdote mais velho! Eu poderia suceder Holfer, e conseguir a evocação do Galho Sangrento!
- Mas acabou, Mazir. As provas em seu quarto me foram suficientes para acusá-lo!
- NÃO! NÃO ACABOU! Kalene acabe com eles... - e, dando a ordem, Mazir levantou um exemplar de Galho Sangrento -...Enquanto eu chamo aquele que destruirá a todos!
- Mas... o senhor pretendia matar apenas Lord...
- Agora, minha cara, NINGUÉM mais me importa! - Mazir quebrou dois galhos, e dos redemoinhos formados critauras semelhantes a mortos-vivos surgiram - Quero todos MORTOS!

Kalene virou-se então, espada em punho voltada para Justinian.

- Você acabou com tudo! Acabou com minha chance de...
- De estar ao lado de um assasino? Kalene acorda, Mazir te usou! Seu dever, seu juramento na Ordem é o de proteger a justiça, não é?

Sague e Matthew enfrentavam - ou melhor, chamavam a atenção das criaturas. Holfer mantinha um grande Galho Sangrento à sua frente, enquanto entoava. Um forte redemoinho rodopiava com o Sumo Sacerdote no centro, empurrando cadeiras e tapeçarias. Aos poucos, Sague já se aproximava de Mazir, mas o redemoinho não o deixava tocá-lo. Nesse momento, as portas da catedral abriram. Para a surpresa dos primos, a arqueira Sylvia e o mago Bris estavam ali, ambos com cara de "o que diabos está acontecendo aqui".

- Uau! Vocês sabem mesmo fazer uma festa!
- Senhorita Sylvia? Senhor Bris! Ajudem!
- Ahn... eu acho que agora não é o momento apropriado para...
- Para arrebentar as fuças de uns monstros? Bris, com certeza essa é a hora exata! Não é, Suzette, minha amiga? - Sylvia abraçou a boneca surrada, e se atirou nos monstros que atacavam Sague.
- Ahn... droga... um dia ainda morro por causa dela... só não espero que seja hoje. - Reclamou Bris. Mazir continuava no centro do redemoinho, entoando a evocação.

"Ó Senhor da Morte! Aqui estão os sacrifícios que em vida se oferecem"...

- Eu não gosto nada disso, Matthew...
- Nem eu senhor Sague! Não dá pra impedí-lo daqui!
- JUST! RÁPIDO! FAZ ALGUMA COISA!

"... para fortalecer tua presença neste mundo..."

- KALENE! VOCÊ PRECISA DECIDIR! QUER MESMO AJUDAR MAZIR EM ALGO ASSIM?!
- Ele... ele disse...

"...Traga a todos o descanso, o fim da existência..."

- Senhor Justinian!
- ... ele disse...
- Não temos tempo, primo!
- ...ele disse... QUE MATARIA TODOS! EU NÃO QUERO ISSO!
- Kalene?!

Virando-se, Kalene viu Sague perto de Mazir, mas ainda afastado devido ao redemoinho. Em um movimento rápido, ela jogou a espada para o gatuno. Era a única chance.

- Pegue isso!

Sague viu a espada arremessada, e compreendeu a situação. Esticando-se na direção da arma, abriu a mão pronto para agarrá-la...

...e a deixou escorregar.

A espada, após bater com o cabo na cabeça de Sague, rodopiou no ar e foi pega pelo turbilhão. Atingiu certeira o Galho Sangrento, que se partiu antes que Mazir completasse a evocação. O redemoinho se tornou vermelho, e começou a se fechar, mas sem permitir que Mazir saísse de dentro.

- MAS, NÃO! NÃO! ME TIREM DAQUI! NÃO!!!!.....

E o redemoinho, fechando-se mais e mais, pressionando o sacerdote, desapareceu por completo, assim como seu conjurador. Apenas um corte circular no tapete sobrou. Os mortos vivos conjurados anteriormente tombaram, com a falta da força de vontade que os mantinha ali.

- AI! Isso doeu!
- Ele... ele... se foi? - Matthew coçava os olhos.
- SAGUE! SAGUE!! Eu... eu nem acredito que vou dizer isso, mas foi DEMAIS!. Do seu jeito, mas foi!
- Sim, sim. Obrigado, senhores. - Álgifer se aproximou. - Eu estava de mãos atadas, com Kalene apontando a espada para o senhor Justinian. Vamos esperar que Lorde Holfer... er... volte do banheiro... para esclarecer tudo. - Sylvia cutucou Sague com o cotovelo, dizendo:
- É, realmente vocês sabem MESMO dar uma festa!

============================================================================

A tarde foi mais tranquila. Lorde Holfer permanecera três horas...digamos, meditando sobre os acontecimentos, antes de retornar ao salão.

- Então, esse tempo todo, Mazir esperou minha volta, para me envenenar e ficar no meu lugar...
- ...para obter os pergaminhos com a Evocação do Galho Sangrento. Não sabíamos as palavras exatas para a evocação completa, por isso os Galhos Sangrentos conjuravam criaturas aleatórias quando os usei contra vocês.
- Mas... e o Eddga? Você o evocou bem direitnho.
- O Galho Sangrento, quando não usado de forma correta, evoca a mais poderosa criatura que estiver perto do evocador, senhor Sague. - Álgifer explicou - Por isso o tigre-demônio foi evocado nas florestas onde ele mesmo habitava.
- Eu só não entendo o porque dessa Templária querer tanto minha cabeça!
- Estava cumprindo ordens, senhor. Mas no fundo, sabia que estava agindo errado. Me deixei cegar pelas promessas de Mazir.
- E por isso chamou as criaturas para atacar o senhor Justinian? Para que você mesma não o matasse?
- Isso, jovem Matthew. Eu não podia fazer aquilo eu mesma... somente quando me vi forçada, ontem à noite.
- Eu não forcei você a nada. E minha cabeça não viu diferença. Ahn... e vocês dois? Podiam ter chegado um pouco antes! - Justinian falava com a arqueira que estava à frente, sentada ao lado de um mago muito envergonhado.
- Ah, queríamos fazer uma surpresa!
- Er.. bem... - Bris começou a falar, mas foi interrompido por Sylvia.
- E já arrumamos tudo! Vai ser logo depois da ordenação do Matthew!

Os olhos do aprendiz cresceram mais que a cabeça.

- Or... or... or...
- Sim, Matthew - Lorde Holfer falava - Terei prazer em ordená-lo Noviço, pessoalmente, hoje à tarde.
- OH! PUXA! EU...
- E isso só nos deixa um problema a resolver... Kalene.
- Sim... - a templária olhava para baixo.
- Você cometeu um crime perante nossa Igreja. Sabe que será dvidamente punida e... - Álgifer foi interrompido por Sague.
- Er... me permite, seu Sacerdote?
- O que é, senhor?
- Bem, a Kalene errou sim, e tentou matar meu primo, e quase conseguiu, mais de uma vez...
- Acho que ele já entendeu essa parte, primo.
- É... mas ela também ajudou a impedir o tal maluco, e se arrependeu... se não fosse por ela...
- Tem razão, senhor. Mas o que sugere que façamos com ela?
- Bem, tipo, o Matthew, depois que acordar do desmaio e virar Noviço, vai precisar de um guarda-costas. Que tal se Kalene ficasse aos serviços dele?
- Excelente idéia. Que assim seja então.
- Senhor Sague... eu... - Kalene não segurava o alívio - não tenho palavras! Todos os de sua família são assim?
- Ah, não. Só os bonitos.
- EU OUVI ISSO!

============================================================================

O fim da tarde trouxe uma pomposa cerimônia. Lorde Holfer entregava a vários aprendizes os robes de Noviço, devidamente abençoados. Just, Sague, Kalene e Álgifer acompanhavam de longe.

- Senhor Justinian, pegue este envelope. - Álgifer entregou ao alquimista um envelope azul com o timbre da Igreja - Dentro, estão títulos de crédito em nome da Igreja. É o mínimo que posso fazer para lhe pagar.
- Ora... finalmente pagou! Não posso mais te chamar de caloteiro... e eu já tinha até acostumado. Mas acho que não tem importância.
- Just.. - Sague notou o envelope na mão do primo - O quê que é isso aí?
- ABSOLUTAMENTE NADA. É ALGO SEM IMPORTÂNCIA NEM UTILIDADEQUE VOCÊ FARÁ O FAVOR DE FICAR SEGURANDO, OK?
- Cruzes... tá bom.

Naquele momento, Holfer ordenava Matthew.

- Que você, jovem Matthew Canveldar, sirva nossa Igreja com justiça e dignidade, e se torne um exemplo para futuros Noviços.
- Eu o farei, Pontífice.

Pegando os robes, o ex-aprendiz/ainda milionário correu até os primos.

- Consegui! Consegui! Virei Noviço!
- Que bom, garoto. Finalmente ficará aqui e nos deixará em paz. Aquilo ali são canapés? Hmmm... - Justinian se voltou para uma bandeja de salgadinhos.
- Puxa, Matthew.. eu queria te dar um presente!
- Não precisa, senhor Sague, já estou tão feliz!
- Ah, também, estou sem dinheiro mesmo... Se eu pudesse te dar algo, do que gostaria?
- Ah, não sei... não precisaria ser nada muito valioso ou importante, só a intenção já vale. Mas eu gosto muito de cores claras. Branco, azul, verde-claro... cores assim...
- Querem fazer o favor de calar as bocas? Aquilo ali eu faço questão de ver!

Holfer chamava à frente Sylvia e Bris.

- Aproveitando a cerimônia, celebrarei o matrimônio destes dois jovens, que se declaram apaixonados. Vocês se aceitam mutuamente, como marido e esposa, pelo resto de suas vidas?
- Sim - responderam, tímidamente, arqueira e mago.
- Então, em nome do Pai, e na presença destas relíquias sagradas, eu os declaro marido e esposa deste dia em diante. Que as bênçãos dos Deuses Antigos ilumine seus caminhos por toda a Eternidade. Que se beijem os noivos.

A última frase fez Bris corar até o último fio de cabelo.

- Er... bem... Sylvia, eu...
- VEM CÁ E ME BEIJA LOGO! - E Sylvia se jogou no mago, fazendo ambos caírem ruidosamente no chão, diante de um estupefato Pontífice Máximo. As risadas ecoaram no salão, e durariam ainda alguns minutos. Após as cerimônias, Justinian e Sague se despediam de Matthew, que já usava seus novos robes eclesiásticos - um pouco grandes para ele, mas ele sinceramente não ligava -, nos portões da cidade.

- Espero vê-los de novo algum dia, amigos!
- Desde que não seja em nenhuma caverna, nem perto de Alberta...
- Obrigado por tudo, senhores. Que a viagem de volta seja tranquila!
- Vai ser sim, Kalene!
- Com você por perto? Impossível!
- Ah, primo, foi divertido!
- EU QUASE MORRI! SEIS VEZES!
- Seis? Os pés grandes na caverna, o Eddga, a ponte, o deserto, a Kalene...
- E de VERGONHA quando você derrubou o bolo de casamento!
- Ah. O importante é que estamos juntos, não é, querido? - confortou Sylvia
- Hrmrmhsfmhrr... - Bris permanecia em êxtase constante.
- Bem... então... vamos lá! - Justinian declarou.
- Voltar para Alberta, primo?
- COM CERTEZA!

E, assim, Just e Sague começaram sua caminhada até Izlude. De lá, pegariam um navio, que atracaria no porto de Alberta, levando os dois ao conforto do lar.

E é isso. Existem finais emocionantes, envolventes, surpreendentes, inacreditáveis... mas existem também histórias que, simplesmente, terminam. Chegam ao seu final sem alarde, apenas com tudo se acertando nos devidos lugares. Álgifer seria ordenado Sumo-Sacerdote, por ter reunido provas contra Mazir...Matthew avançaria em seu treinamento de Noviço, tendo Kalene ao lado... Bris e Sylvia retornariam a Payon, onde a arqueira ainda procuraria liderar uma guilda...

Citação :
NOTAS DO AUTOR -EDIÇÃO FINAL: CARAMBA, estou EMOcionado. Essa fic para mim foi mais que uma fic, foi uma prova de perseverança, e da amizade de muitas pessoas que acompanharam e esperaram o fim dela! Já sinto saudades de Justinian e Sague! Vou aproveitando para agradecer às pessoas que tornaram essa fic possível:

Juninho "Sague Von Shumer" Padilha, por inventar os próprios conceitos dos Von Shumer. A idéia da Família foi dele, e sem ele essa fic e outras futura JAMAIS existiriam.
Netrunner e Sailocheer, conhecidas jogadoras, e aos amigos Rúnicos que sempre me apoiaram no RO e, por serem tão amantes de RP, me instigavam a continuar a fic ^^
Bruno "Feykhus" Darwich, pois foi quando postei a fic no fórum dele que resolvi ir até o fim.
Marcelo Molinari, por olhar pra mim com cara de ¬¬ quando quase parei de escrever.
Ari "Antony Freeman" Demétrios, por aturar emices Arkânicas no MSN e me acompanhar desde o início da fic.
Holy e Faye, e todo o pessoal da Hokuten,estejam vocês em que MMORPG for ^^
Todo o pessoal que vem acompanhando A Conspiração de Prontera nos fóruns Feykhus, Off Topic RO, Fantasy RO e ragnaBR

E a todos vocês que estiveram aqui até o fim! Muito, muito obrigado MESMO, e nos vemos na próxima Fic!

Até a próxima das Histórias do Clã Von Shumer!!!

- AH! Finalmente em casa! Nada mais de Sacerdotes trambiqueiros, Templárias homicidas, crianças malucas... só a paz e quietude do lar! E que lar! Com o dinheiro daquelas cartas de crédito, vou reformar a casa, comprar equipamentos para o laboratório... se eu lembrar, até compro uma lembrança pro Sague.. A propósito, Sague!
- Oi, primo?
- Lembra daquele envelope que te dei, lá em Prontera, na festa? Que eu pedi pra você guardar?
- Sim, lembro sim.
- Pois bem, me dá ele.
- Não dá, eu dei pro Matthew.

As lágrimas brotaram de forma quase instantânea.

- Você.. você... r-e-p-e-t-e...
- É, bem, ele virou Noviço, não é? Eu queria dar um presente pra ele, mas não tinha dinheiro, e ele disse que gostava de azul, e que não precisava ser nada caro, pois era a intenção que valia, e você mesmo disse que aquele envelope era inútil e não era importante, então...
- SAGUE VON SHUMEEEEEER! EU MAAAAAAAAAAATO VOCÊEEEEEEEEEEEEEEEEEE!

...e a vida de Sague e Justinian Von Shumer voltaria ao normal.

FIM


Última edição por Arkano em Sex Out 24, 2008 12:24 pm, editado 2 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Sex Out 24, 2008 12:15 pm

HISTÓRIAS DO CLÃ VON SHUMER - LIVRO 01: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA - ending theme

Maaya Sakamoto - LOOP
Download aqui

nee kono machi ga yuuyami ni somaru toki wa
Hey, while this town is covered by twilight,
sekai no dokoka de asahi ga sasu
The morning sun is shining down somewhere else in this world.
kimi no te no naka sono hana ga kareru toki wa
As that flower withers away in your hand,
chiisana tane wo otosu darou
A little seed probably falls into the ground somewhere.

fumikatamerareta tsuchi wo michi dato yobu no naraba
If the trodden soil is called a path,
me wo tojiru koto demo ai kanaa?
Then is shutting my eyes love?

kono hoshi ga taira nara futari deaetenakatta
If our star was flat, the two of us wouldn't have met.
otagai wo toozakeru youni hashitteita
We were running without slowing down,
SPEED wo yurumezuni ima wa donna ni hanaretemo
As if from each other. No matter how far apart we are now,
meguru kiseki no tochuu ni mata mukaiau no darou
We will surely face each other again in this revolving miracle.

nee kono machi no yuuyami ga sariiku toki ni
Hey, when the twilight passes from this town,
kono namida tsuretette
Take my tears away too.

katarikaketekuru moji wo shousetsu to yobu no nara
If a story of words is called a novel,
todokanai kotoba wa yume kanaa?
Then are these words that can't reach it my dream?

yodomi naku nagareteku kawa ni ukabeta konoha de
Carried by fallen leaves floating in the river that flows without faltering,
umi no mezashite kumo ni natte ame de furou
Became clouds with the sea and fell with the rain,
tooi kimi no chikaku ochita tane wo sodateyou
I will raise this seed that fell near the distant you.
chigau basho de kimi ga kidzuite kureru to iin dakedo
If only you would notice me from your distant location.

kono hoshi ga taemanaku mawaritsudzuketeiru kara
Because our star revolves without stopping,
chiisaku aketa mado no soto keshiki wo kae
The sceneries outside the tiny opened window,
watashi no ai shita hana sotto mebaeru keshiki de
And the flower I loved, we will surely face each other again,
meguru kiseki no sono hate mata mukaiau no darou
In this revolving miracle, in this sprouting season,
mukaiau no darou
We will surely face each other again.
kururu mawaru kurukuru to
Round and round I go,
kurukuru kimi no mawari wo
Round and round around you.
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Dom Nov 02, 2008 11:39 am

ueheuheueheuhe! caramba arkano! não sabia q sua fic era tão legal! gostei muito!!!!

me passou algo na cabeça uheueheuhe

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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   Ter Nov 04, 2008 6:14 pm

parabéns muito surpreendente Very Happy
espero pelo livro 2 ^ ^
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MensagemAssunto: Re: Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA   

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Histórias do Clã Von Shumer - Livro 1: A CONSPIRAÇÃO DE PRONTERA
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